Promotoria italiana pede 5 anos de prisão para Berlusconi

Um promotor italiano pediu na segunda-feira, 26, que o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi seja condenado a cinco anos de prisão sob a acusação de ter subornado um juiz.Berlusconi, o homem mais rico da Itália e proprietário da maior empresa de telecomunicações do país, a Mediaset, é acusado de ter subornado um juiz para impedir a venda de uma empresa de alimentos, a SME, para um conglomerado rival, nos anos 1980."O episódio conta com o total envolvimento de Berlusconi", escreveu o procurador-geral Piero De Petris em seus argumentos finais apresentados diante de uma corte de apelações de Milão.No julgamento em primeira instância, concluído em dezembro de 2004, o ex-premier foi inocentado e, antes de deixar o comando do país, no ano passado, baixou uma lei que teria impossibilitado a promotoria de apelar da sentença.Mas a mais alta corte da Itália considerou essa lei inconstitucional e, no começo de 2007, permitiu aos promotores que apelassem.Berlusconi, principal líder da centro-direita (atualmente na oposição), classificou as acusações como "totalmente infundadas" e diz ter certeza de que será inocentado.O ex-premier deparou-se com vários processos judiciais nas últimas duas décadas, mas as eventuais condenações foram reformadas em segunda instância. Algumas acusações prescreveram.Neste mês, Berlusconi começou a ser julgado sob a acusação de ter subornado um advogado britânico a fim de que este não revelasse informações sobre seus negócios. O ex-premiê pode ser condenado a até oito anos de prisão por esse crime.Tanto Berlusconi quanto o advogado, David Mills, alegaram inocência.Processos não são novidade para o ex-líder italiano. Polêmicas envolvendo suas empresas já o levaram aos tribunais italianos 8 vezes, com acusações de corrupção, fraude fiscal, contabilidade fraudulenta e financiamento ilegal de partidos políticos. Berlusconi, no entanto, nunca foi condenado pela justiça italiana.O ex-dirigente, cujo império empresarial abarca as áreas de TV, cinema, publicação e futebol, já foi acusado por seus adversários de divulgar acusações infundadas para obter ganhos políticos.

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