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Promotoria italiana pede julgamento de Berlusconi por corrupção

A promotoria de Milão confirmou, nesta sexta-feira, o pedido de julgamento do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi por corrupção. Ele é acusado de ordenar o pagamento de pelo menos US$600 mil ao advogado britânico David Mills, em troca de seu falso testemunho em dois julgamentos, em 1997. Mills também está sendo processado.Um juiz deverá julgar as acusações mas, segundo a promotoria, não há uma indicação sobre quando a decisão será anunciada, já que o processo geralmente leva semanas.Os promotores se apressaram para completar a investigação para tentar levar o caso a julgamento antes que o Parlamento aprove uma reforma, apoiada pelo governo de Berlusconi, que reduz o estatuto que limita as acusações.Em processos anteriores, Berlusconi foi absolvido das acusações ou elas foram retiradas porque o estatuto de limitações havia expirado.O promotor Fabio De Pasquale disse que Mills está sendo acusado por dar falso testemunho em duas audiências, em 1997 e 1998. Mills é acusado de não ter mencionado um telefonema em 1995, no qual discutiu com Berlusconi pagamentos ilícitos ao ex-primeiro ministro Bettino Craxi.O porta-voz do ministro, Paolo Bonaiuti, disse que a manobra dos promotores teve como objetivo prejudicá-lo antes das eleições que ocorrerão nos dias 9 e 10 de abril.Berlusconi está disputando um novo mandato contra uma coalizão de centro-esquerda, liderada por Romano Prodi, que, segundo pesquisas, está ligeiramente à frente do atual primeiro-ministro.RenúnciaAinda nesta sexta-feira, o ministro da Saúde da Itália, Francesco Storace, anunciou sua renúncia em meio à polêmica gerada pela espionagem política de dois de seus adversários nas eleições regionais de abril do ano passado.Em comunicado, Storace afirmou a renúncia pretende evitar a manipulação do caso pela oposição de centro-esquerda. "A simples suspeita de que eu possa ter planejado uma manobra política contra meus adversários políticos me causa dor e indignação", disse no comunicado.Vários líderes da centro-esquerda haviam pedido a renúncia de Storaceda, depois da descoberta, na quinta-feira, de que dois de seus oponentes nas eleições regionais do Lazio no ano passado, Alessandra Mussolini - neta de Benito Mussolini - e Piero Marrazzo, tinham sido alvo de espionagem política.A renúncia do ministro da Saúde italiano, da direitista Aliança Nacional, é a segunda de um ministro do Governo de Silvio Berlusconi em menos de um mês. Em 18 de fevereiro, deixou o cargo o ministro para as Reformas, Roberto Calderoli, em meio às críticas por sua decisão de mostrar uma camiseta impressa com uma das polêmicas caricaturas do profeta Maomé.

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