Promotoria pede prisão perpétua à alemã acusada de matar 9 bebês

A promotoria da cidade de Frankfurt quer condenar à prisão perpétua a alemã Sabine H., de 40 anos, acusada de ter matado e ocultado por anos os cadáveres de nove de seus treze filhos. O veredicto deve ser anunciado na quinta-feira.Sabine foi presa em julho de 2005, depois que os restos mortais de seus filhos foram encontrados e enterrados em vasos de flores no jardim da casa de seus pais, na fronteira entre a Alemanha e a Polônia. Ela foi acusada por oito homicídios, cometidos entre 1992 a 1998. A morte da primeira criança, em 1988, não foi inclusa.A promotora Anette Bargenda afirmou nesta terça-feira que a Corte deve acusá-la de assassinato, e não homicídio culposo - uma acusação de menor gravidade. "Sabine matou com regularidade e de maneira serial",afirmou a promotora. Em muitos dos casos ela disse que a acusada deixou os bebês sem cuidados até que eles morressem, o que constitui assassinato por negligência.Antes do começo do julgamento de Sabine, em abril, a Corte havia liberado o caso afirmando que não havia provas suficientes de que a mulher queria esconder seus crimes. Ainda assim, a promotoria alegou que as provas apresentadas durante o julgamento contradiziam as descobertas. Segundo Anette, a acusada escondeu que estivesse grávida para que pudesse matar as crianças sem ser notada.Cemitério particularMembros da família e amigos testemunharam que os vasos com os restos mortais das crianças ficaram por anos na varanda de sua casa, mas foram transferidos para a casa de seus pais quando ela foi despejada de seu apartamento. "A acusada fez grandes esforços para esconder as provas, embaixo de flores, ervas e tomates, plantados nos vasos. A varanda se tornou seu cemitério".A promotora pediu que a acusada seja condenada à prisão perpétua. A pena máxima para a acusação de homicídio culposo é de 15 anos. O advogado de defesa Matthias Schoeneburg, no entanto, pediu que Sabine seja sentenciada por um homicídio culposo e portanto cumpra pena de 3 anos e meio de prisão. Schoeneburg argumenta que não há como provar de maneira conclusiva que os oito bebês estivessem com vida no momento do nascimento.Gravidez secretaSabine se negou a testemunhar no julgamento, mas confessou aos advogados de defesa que estava bêbada quando entrou em trabalho de parto e que não se lembrava dos nascimentos. As análises genéticas dos restos mortais dos bebês determinaram que as crianças são realmente filhas de Sabine e seu ex-marido Oliver H. O ex-marido e os quatro filhos mais velhos do casal dizem que nunca souberam da existência dos bebês. O advogado de defesa alega que Sabine passou por uma "situação psicologia excepcional" pois seu marido não queria ter mais filhos.Durante o julgamento, um psiquiatra apontado pela Corte afirmou não ter encontrado indícios de doença mental, e afirmou que Sabine pode enfrentar acusações criminais.

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