EFE/EPA/KUBA KAMINSKI
EFE/EPA/KUBA KAMINSKI

Polônia prende iraquiano por posse de explosivos na véspera da Jornada Mundial da Juventude

Apesar da detenção, não há evidências de que indivíduo de 48 anos seja terrorista; ele poderá ser condenado a até oito anos de prisão

O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2016 | 13h08

VARSÓVIA - Na véspera do início da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) na Polônia, a Promotoria de Lódz informou sobre a detenção de um iraquiano de 48 anos por posse de material explosivo. Contudo, até o momento, não existem evidências que se trate de um terrorista.

A Jornada é o maior evento da juventude católica e reúne, a cada dois ou três anos, milhares de peregrinos do mundo todo. A previsão é de que o papa Francisco chegue à Cracóvia na quarta-feira.

O iraquiano, que não tem endereço fixo na Polônia, permanecerá em prisão preventiva nos próximos dois meses e poderá ser condenado a até oito anos de prisão por posse ilegal de explosivos, segundo o órgão.

O ministro do Interior polonês, Mariusz Blaszczak, afirmou nesta segunda-feira, 25, que não há evidências de que exista uma ameaça terrorista no país. Ele voltou a culpar às políticas multiculturalistas como responsáveis pela situação de insegurança vivida na Europa.

"Para mim, não restam dúvidas de que os problemas que agora os nossos vizinhos enfrentam são resultado de décadas de política de imigração, da política do multiculturalismo que veio sendo aceita durante anos de imigrantes do Oriente Médio e do norte da África que não se integram à sociedade europeia", afirmou.

Em razão da chegada do papa, as autoridades polonesas introduziram o primeiro nível de alerta nacional, embora o titular de Interior tenha dito que esta decisão não responde a uma ameaça concreta, mas sim a uma medida preventiva que reforçará a presença das forças de segurança e evitará possíveis incidentes.

Além disso, os controles nas fronteiras com a Alemanha, República Checa, Eslováquia e Lituânia foram reestabelecidos, assim como nos portos e no espaço aéreo. A medida terá duração de um mês.

Até o momento, a Polônia negou a entrada de 200 pessoas no país, segundo Blaszczak. / EFE

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