Yuri Kochetkov/Efe
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Promotoria russa pede 3 anos de prisão para banda punk

MOSCOU - A promotoria russa pediu nesta terça-feira, 7, uma pena de três anos de prisão para as integrantes da banda punk feminina Pussy Riot, que fizeram uma oração, no interior da principal catedral de Moscou, pedindo à virgem Maria que levasse o presidente Vladimir Putin "embora". Os promotores ignoraram os pedidos de grupos de defesa dos direitos humanos para que as três mulheres sejam libertadas.

AE, Agência Estado

07 de agosto de 2012 | 12h02

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O promotor Alexander Nikiforov descreveu seu pedido como brando, afirmando que as recomendações levam em conta o fato de que duas das rés serem jovens mães e terem boas referências.

As acusações de vandalismo contra as integrantes da banda podem levar as três mulheres a penas de até sete anos de prisão. O trio, formado por Nadezhda Tolokonnikova, de 23 anos, Maria Alekhina, de 24, e Yekaterina Samutsevich, de 29, está detido há cinco meses, desde a performance na catedral, em fevereiro. Naquele dia, elas tomaram o púlpito na catedral Cristo Salvador e, por menos de um minuto, cantaram, dançaram e pediram que Putin fosse "embora". O veredicto deve sair nesta semana.

As rés disseram que seu objetivo era expressar ressentimento com o fato de o patriarca Kirill apoiar Putin. Mas os promotores têm afirmado, durante todo o julgamento, que não houve motivação política por trás da performance. "Elas se colocaram contra o mundo Ortodoxo e tentaram desvalorizar tradições e dogmas que se formaram há séculos", afirmou Nikiforov nesta terça-feira.

O julgamento dividiu a Rússia. Alguns fiéis se sentem insultados pelo ato, mas outros acreditam que as integrantes da banda são inocentes que estão sendo tratadas injustamente.

Com AP

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