Henry Nicholls / Reuters
Henry Nicholls / Reuters

Promotoria sueca pede a detenção de Assange por suspeita de estupro

Hacker australiano, que permaneceu por sete anos na Embaixada do Equador em Londres para evitar uma extradição à Suecia, foi detido em 11 de abril

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2019 | 10h12

ESTOCOLMO - A Promotoria sueca apresentou nesta segunda-feira, 20,  uma solicitação formal de detenção para o fundador do WikiLeaksJulian Assange, detido no Reino Unido em abril, com o objetivo de que um tribunal emita uma ordem de prisão europeia por uma acusação de estupro de 2010.

"Solicito ao tribunal a detenção de Assange em sua ausência por suspeitas de estupro", anunciou em um comunicado a vice-procuradora sueca Eva Marie Persson, uma semana depois da reabertura da investigação contra o fundador do Wikileaks, detido em 11 de abril na embaixada equatoriana em Londres.

Deter alguém em ausência é um mecanismo do sistema legal sueco se o suspeito está fora do país ou não pode ser localizado. A Promotoria informou que prepara o pedido com o tribunal provincial de Uppsala. "Se a corte decidir por sua detenção, emitirei uma ordem de prisão europeia", afirmou Persson.

O hacker australiano, que permaneceu por sete anos na Embaixada do Equador em Londres para evitar uma extradição à Suecia, foi detido em 11 de abril na representação diplomática, depois que as autoridades equatorianas retiraram o asilo concedido a ele.

Um tribunal de Londres condenou Assange no dia 1 de maio a uma pena de 50 semanas de prisão por violar as condições de sua liberdade condicional.

A investigação da Justiça da Suécia está relacionada a um suposto caso de abuso sexual ocorrido em 2010 entre Assange e uma sueca que ele conheceu durante uma conferência em Estocolmo.  Assange sempre negou a acusação de estupro.

As autoridades suecas arquivaram a investigação do caso em 2017, depois que a promotora Marianne Ny admitiu que não era possível avançar no trabalho pelo fato de Assange estar na embaixada do Equador, o que impedia o acesso a ele. A Promotoria decidiu reabrir a investigação em 13 de maio após a detenção do fundador do Wikileaks em Londres.

Assange também é objeto de uma demanda de extradição dos Estados Unidos, onde é investigado por conspiração para cometer invasão cibernética. Uma investigação que só foi revelada após sua detenção na embaixada do Equador em Londres. Persson afirmou que as autoridades britânicas decidirão para qual país Assangedeve ser extraditado.

"As autoridades britânicas decidirão qual é sua prioridade. O resultado do processo é impossível de prever", disse. / AFP

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