AP Photo/Marcio Jose Sanchez
AP Photo/Marcio Jose Sanchez

Pronta para ser a primeira-dama dos EUA, como Jill Biden pode ajudar seu marido a vencer Trump?

Mulher de Joe Biden tem sido grande articuladora da campanha presidencial do marido e participa de decisões fundamentais

Jada Yuan e Annie Linskey, The Washington Post, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2020 | 18h20

WASHINGTON - No dia caótico em que Joe Biden ligou para a senadora Kamala Harris para perguntar se ela seria sua companheira de chapa, o telefone do prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, tocou. Como um dos quatro co-presidentes do comitê de seleção para vice-presidente de Biden, Garcetti era uma das poucas pessoas no planeta a par desse processo extenso e secreto. Do outro lado da linha estava alguém ainda mais envolvido na decisão: a mulher de Joe por 43 anos, Jill Biden.

Tão central foi o papel de Jill no processo que o comitê de seleção apresentou suas conclusões iniciais aos Bidens em conjunto. Com a contribuição de Jill, Joe Biden afunilou mais de 20 candidatos para os 11 que ele entrevistou um a um. Joe ligou para os outros candidatos para dizer a eles que Harris era sua escolha, e Jill foi quem ligou para os quatro co-presidentes do comitê de seleção para contar a novidade.

O tamanho da influência de Jill Biden em grandes decisões na campanha de seu marido para destituir o presidente Donald Trump não é misteriosa. “É um casamento” é sua fala padrão, o que quer dizer que é claro que eles conversaram sobre isso, eles trocam ideias o tempo todo e não sabemos os detalhes. (Sua equipe não quis que ela desse entrevista.)

Aqui está algo que sabemos: Jill Biden, que discursará nesta terça-feira, 18, na Convenção Nacional Democrata, está desempenhando um papel muito mais ativo na campanha de seu marido do que em suas duas últimas tentativas de chegar à Casa Branca, em 1988 e 2008, segundo amigos próximos e confidentes. Embora ela tenha passado oito anos na Casa Branca e próximo a ela, seu discurso na convenção virtual provavelmente servirá como uma reintrodução aos eleitores - um grande momento para uma potencial primeira-dama, mesmo sob essas circunstâncias.

E que tipo de primeira-dama ela seria? Por todas as indicações, alguém pragmática. “Acho que ela tem uma combinação de Michelle Obama, Eleanor Roosevelt e Hillary Clinton”, disse Randi Weingarten, presidente da Federação Americana de Professores, AFL-CIO, observando que as três eram apaixonados por educação, mas as duas últimas atuaram em primeiro plano, enquanto Michelle parecia mais confortável em afirmar seu poder nos bastidores. É provável que Jill Biden seja uma primeira-dama muito mais pública e ativa do que Melania Trump.

Jill gosta de contar a história de como, em 2003, quando os chefões do Partido estavam em sua casa tentando fazer Joe concorrer, ela passou por eles de biquíni com um "NÃO" escrito em caneta marcador de texto na barriga. Desta vez, ela contribuiu com a força-tarefa de unidade de educação da campanha, ajudando a fundir ideias de políticas públicas da ala do senador Bernie Sanders e do marido. Ela estendeu a mão para os líderes hispânicos, tentando estabelecer um vínculo com um grupo de eleitores que tem demorado a mostrar afeto com seu marido. Ela assumiu funções rotineiras, mas significativas, como informar Garcetti e outros membros da equipe de busca à vice-presidência sobre a escolha de seu marido, que foi relatado pela primeira vez pelo USA Today. Às vezes, ela até assumiu a função de guarda-costas improvisada, duas vezes se defendendo de manifestantes que invadiam o palco enquanto Biden falava.

Com Joe Biden fazendo campanha em sua casa em Wilmington, Delaware, por causa da pandemia do coronavírus, ela é quem está fisicamente com ele na maioria dos dias, enquanto os principais conselheiros se espalharam por todo o país. A dinâmica familiar também mudou, desde a última vez que Joe concorreu a um cargo - especialmente após a morte de um dos filhos do casal, Beau Biden, de câncer no cérebro, em 2015, aos 46 anos. A ausência de Beau como confidente de seu pai deixou um vácuo que Jill preencheu, segundo amigos.

E a própria Jill mudou.

“Quando começamos a campanha em 2008, ela estava um pouco nervosa”, disse Cathy Russell, a ex-chefe de gabinete de Jill, que conhecia e trabalhava com os Bidens em momentos diferentes desde 1987. Desta vez, Russell ficou em Iowa por um mês , às vezes encontrando-se com Jill porque ela mantinha uma agenda lotada - geralmente mais ocupada do que a de Joe. "Ela é realmente boa!" diz Russell, que lembra de Jill indo até pequenas multidões em cidades rurais tentando convencer cada eleitor relutante individualmente. “Ela é muito mais experiente 12 anos depois.” (Apesar de todo o seu esforço, Joe Biden ficou em quarto lugar em Iowa este ano.)

Desde os caucus de Iowa, Biden conseguiu se tornar o candidato de seu partido, e a situação no país que ele está tentando herdar ficou terrível. Vencer Donald Trump não é trabalho de Jill Biden, mas ela deixou claro que pretende ajudar o marido a fazer isso e que também está ansiosa para trabalhar.

Durante a presidência de Obama, Michelle Obama e Jill Biden viajaram juntas como parte de sua iniciativa das Forças Unidas em apoio a famílias de militares, e a ex-primeira-dama certa vez descreveu como era voar com sua contraparte.

“Jill está sempre lendo artigos”, disse Obama em sua entrevista conjunta de saída da Casa Branca em 2016 para a revista People. “O que é engraçado, porque eu esqueci, 'Oh sim, você tem um trabalho!' E então ela puxa seus papéis e ela é tão diligente e eu falo , 'Olhe para você! Você tem um emprego! Conte-me! Me diga como é!’”

Jill Biden era uma raridade: uma segunda dama com um segundo emprego. Ela foi professora de redação de inglês no Northern Virginia Community College (NOVA), um trabalho que começou em 2009, parte de uma longa carreira na educação que incluiu passagens por escolas públicas de segundo grau, em um estabelecimento psiquiátrico para adolescentes e no Delaware Technical Community College.

A imagem duradoura que ex-funcionários dizem repetidamente que têm de Jill Biden durante o governo Obama é a dela carregando uma pilha de papéis que teve de corrigir em viagens oficiais a lugares como Israel, Japão ou República Democrática do Congo. Uma vez, Jill pediu para sair de seu horário de expediente 10 minutos mais cedo, lembra Jim McClellan, reitor de artes liberais da NOVA, porque Joe estava entrando no avião da Vice-Presidência, o Força Aérea Dois, esperando que ela aparecesse para que eles pudessem fazer um tour por três países da América Latina. “Eu disse:‘ Bem, já que o jato está acelerando, vá em frente’”, diz McClellan. Ela saiu com uma pilha de papéis para corrigir e os terminou a tempo de estar de volta ao escritório às 7 da manhã para as aulas de terça-feira.

Dra. Biden

Se Joe Biden, de 77 anos, ganhasse a presidência, Jill, de 69, não seria a primeira primeira-dama com formação educacional - Michelle Obama foi reitora associada de serviços estudantis na Universidade de Chicago e Laura Bush foi professora primária e uma bibliotecária - mas ela está entre as mais talentosas. Funcionários da campanha e da era Obama a chamam de “Dra. Biden ” em reconhecimento ao doutorado em educação que levou 15 anos para conseguir enquanto criava três filhos - Beau e Hunter do primeiro casamento de Joe e Ashley, a filha que tiveram juntos. Na NOVA, ela trabalha em um cubículo e atendia pelo apelido quase clandestino de “Dra. B. ” (O nome dela não está listado na faculdade.) Quando ela tinha um destacamento do Serviço Secreto, ela pedia que se vestissem como alunos.

Em seu primeiro ano, ela ensinou inglês como segunda língua e ficou tão comovida com as histórias de seus alunos que, de acordo com McClellan, ela as escreveria em post-its e as deixaria no espelho do banheiro da residência do vice-presidente para Joe ler. Desde então, ela tem preferido ensinar redação e inglês para calouros, para tentar elevar os alunos em recuperação ao nível de redação da faculdade. Seus comentários no RateMyProfessors.com, um site onde os usuários deixam anotações anônimas sobre professores universitários, variam de efusivos - "literalmente meu professor favorito" - a avisos no nível de caveira e ossos cruzados, tudo sobre ela os obrigando a escrever continuamente em diários e ser um avaliadora difícil: “Sem senso de humor, embora ela tente parecer bonita.” “Esteja pronto para escreverrrrrr muuuuiiittoooo!!”

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A campanha deste ano marca a primeira vez em que ela deu uma pausa no ensino desde que deu à luz Ashley, em 1981. “Ela disse que sentiu que se não desse o seu melhor, ela se arrependeria de não ter feito mais ”, diz McClellan. Ainda assim, ela participou de um treinamento voluntário em ensino online e disse que pretende voltar para a NOVA mesmo se Joe ganhar e eles se mudarem para a Casa Branca. Seria a primeira vez que uma primeira-dama manteria um emprego formal fora de Casa Branca, de acordo com Anita McBride, que dirige a Iniciativa das Primeiras Damas na American University e era chefe de gabinete de Bush. 

Joe prometeu aprovar uma reforma abrangente da imigração em seus primeiros 100 dias no cargo. Durante seis semanas de 2020, começando em abril, o trabalho de Jill foi ouvir integrantes do partido falando sobre suas esperanças de um ensino superior e expressando suas frustrações com os 3 milhões de deportações ocorridas durante o governo Obama. O posicionamento dela sobre o assunto pareceu sinalizar o quão séria é a campanha para conquistar o apoio deles. Jill também está trabalhando para aprender espanhol por meio do aplicativo Babbel.

Ela fazia anotações, disse que comunicaria suas preocupações a Joe e relataria suas conversas com ele na próxima reunião. “E quando o encontrávamos para tratar de certos assuntos, ele dizia: 'Sim, minha esposa, Jill, conversou comigo sobre isso e eu estou trabalhando nisso'”, diz o legislador democrata Tony Cárdenas, da Califórnia, que presidiu as reuniões. Cada pessoa que pediu a Jill para se encontrar com representantes de seu distrito teve um acompanhamento imediato e geralmente a viu aparecer em seu Zoom naquela semana.

Quanto às habilidades linguísticas de Jill, “É sempre meio fofo quando alguém fala espanhol e seu sotaque não é tão orgânico”, diz Cárdenas, educadamente. No geral, “o grande tema que surgiu para mim é que todos estavam aprovando e dizendo:‘ Estou ansioso para trabalhar com ela ’”, disse ele. "Ela vai ser uma primeira-dama muito ativa."

Jill não era uma modelo profissional como Melania Trump, mas posou para anúncios locais feitos por um amigo fotógrafo, um dos quais chamou a atenção do senador Joe Biden de 32 anos enquanto ele caminhava pelo aeroporto de Wilmington em 1975.

No final das contas, seu irmão Frank conhecia Jill e deu a Joe o número dela. O resto é história, que os próprios Biden escreveram em seus muitos livros: Jill era cerca de nove anos mais jovem, uma durona "garota da Filadélfia", a mais velha de cinco garotas. Ele era um viúvo que havia perdido sua esposa em um acidente de carro em 1972 que também matou sua filha bebê e feriu gravemente seus filhos pequenos. O romance de Jill e Joe foi um turbilhão, mas foram necessários cinco pedidos de casamento antes que ela dissesse sim; ela se casou e se divorciou jovem, e queria ter certeza, pelo bem de Beau e Hunter, que isso não acabaria em outro divórcio. Ela criou os meninos, e eles a chamam de mãe.

Os registros da folha de pagamento do Senado revisados pelo The Washington Post também mostram que Jill trabalhou como "assistente de equipe" por quatro meses e meio no escritório de Joe Biden, de 10 de setembro de 1975 a 25 de janeiro de 1976. Isso foi antes de se casarem em 1977, e ela usou seu nome de casada anterior, Jill T. Stevenson. Um assessor de campanha de Biden minimizou seu papel, dizendo que ela estava atendendo o telefone em uma recepção quando ele estava com poucos funcionários.

Um artigo de jornal de 1977 diz que um mês após o casamento, ela ainda viajava uma vez por semana para trabalhar em seu escritório no interior do estado, entre o trabalho voluntário em um centro de abuso infantil e aulas de piano. (Joe, rindo, disse que não tinha ideia de que ela estava trabalhando para ele.) Jill também não falou sobre esse artigo.

Morte de Beau

A tragédia se abateu novamente quando Beau, um veterano da Guerra do Iraque e ex-procurador-geral de Delaware, morreu em 2015 após dois anos com câncer. Jill, que perdeu sua mãe durante a campanha de 2008, escreve francamente sobre como o luto a influenciou, descrevendo que se sentia como "um pedaço de porcelana que foi colada novamente" e dizendo que perdeu a fé e parou de ir à igreja.

“Eu pensei na época, e ainda penso agora, que quando ela escreveu isso, ela não achava que seu marido iria concorrer”, disse Connie Schultz, jornalista e esposa do senador Sherrod Brown (D-Ohio) que revisou as memórias de Jill. O livro foi lançado em maio de 2019, algumas semanas depois que Joe declarou sua candidatura. “Se ele estivesse planejando concorrer, tenho que acreditar que há pessoas na campanha que diriam: 'Não acho que você queira dizer aos eleitores católicos que não sabe mais o que pensa sobre Deus.'” ( Jill disse a Judy Woodruff da PBS que recuperou a fé durante a campanha.)

Jill Biden tornou-se, à sua maneira, um recipiente para a dor de outras pessoas, assim como seu marido. Ela manteve contato com a mulher que veio até ela após a morte de Beau em um salão de beleza e começou a chorar, dizendo a Jill que ela era uma mãe de ouro. No mesmo ano em que Beau morreu, o secretário de Jill, Carlos Elizondo, perdeu sua mãe, e os Bidens organizaram uma missa em sua homenagem, com 100 amigos de Elizondo, na residência do vice-presidente. 

Este ano, talvez mais do que nunca, os Estados Unidos se sentem destroçados e precisam ser colados novamente. Quase 170 mil americanos morreram na pandemia de coronavírus, e famílias em todo o país estão enfrentando todos os tipos de perdas. A empatia de Jill Biden pode dar forma ao seu papel potencial como primeira-dama além da defesa de questões. Em junho, Jill voou com o marido para o Texas para se encontrar com a família de George Floyd antes de seu funeral em Houston. Depois de uma reunião de uma hora, ela deu seu número de celular para um dos filhos de Floyd que estava passando por um momento particularmente difícil, lembra Ben Crump, o advogado da família Floyd. “Ela deu o número”, diz Crump, “e disse:‘ me ligue a qualquer hora ’”.

Mas antes que Jill Biden e seu marido possam tentar fazer a Casa Branca empática novamente, eles têm que ganhar uma eleição que promete ser uma briga de foice. Trump não vai evitar atacar as esposas de seus oponentes. Ele foi atrás da esposa de Ted Cruz, Heidi, por sua aparência durante as primárias de 2016 e destacou alegremente as indiscrições sexuais de Bill Clinton durante as eleições gerais. E embora Trump não tenha ido atrás de Jill Biden ainda, ele fez de Hunter Biden um alvo principal.

Quando questionada sobre Trump investigando o trabalho de Hunter para uma empresa de energia ucraniana enquanto seu pai era vice-presidente, Jill apelou para regras inexequíveis de decoro: “Falar de minha família não é um jogo justo. Joe está concorrendo contra ele. Isso é diferente. Não meus filhos ”, disse ela em um especial da CBS“ Sunday Morning ”. Hunter Biden tem 50 anos e já foi notícia antes, ao falar sobre seu vício em drogas, divorciando-se de sua mulher de 23 anos e tendo um relacionamento romântico com a viúva de Beau enquanto ainda estavam de luto. Jill e Joe divulgaram uma declaração de apoio na época. Esse relacionamento acabou.

Acusações 

Quando se trata de acusações de assédio contra o marido, Jill cuidadosamente banca a defensora. “Acho que era uma questão de espaço. Eles sentiram que queriam mais espaço ”, disse ela no especial da CBS, abordando as acusações de Lucy Flores, membro da Assembleia do Estado de Nevada, e de seis outras mulheres que acusaram Joe Biden de tocá-las de maneira inapropriada. “Joe percebeu isso e aprendeu com isso.” Sobre a alegação da ex-assessora do Senado Tara Reade de agressão sexual contra Joe, que ele negou, Jill permaneceu em silêncio.

Quando se trata dos ex-oponentes de Joe, Jill desempenhou um papel diplomático. Embora ela tenha dito que os ataques de Kamala Harris a Joe por causa da questão racial durante um debate em junho de 2019 "pareciam um soco no estômago", Jill estendeu a mão para o marido de Harris, Doug Emhoff, quando Harris desistiu de concorrer nas primárias, em dezembro, querendo transmitir que entendia como essa decisão deve ter sido difícil e dolorosa. A amizade de Kamala Harris com Beau quando eram procuradores-gerais na Califórnia e em Delaware também foi um fator chave para sua escolha.

Jill também foi amiga de Jane Sanders, esposa de Bernie Sanders, que se tornou o braço direito de Joe junto à ala mais à esquerda do Partido Democrata e alguém de cujos eleitores ele precisa em novembro. Os fãs de Bernie não gostam das políticas de Joe, mas Jane gosta de Jill. “Estava claro para mim naquela época, e agora está ainda mais claro para mim, que ela é um ser humano realmente decente e uma pessoa que vive de acordo com o que prega, o 'tratar os outros como você gostaria de ser tratado'”, Jane Sanders disse.

Elas trocavam mensagens de texto durante as primárias e muitas vezes sentavam-se juntas em debates porque seus maridos costumavam estar próximos nas eleições. Jill pareceu a Jane uma pessoa bem fundamentada que genuinamente se preocupa com as pessoas. “Washington não é o lugar mais autêntico”, disse Jane, “e quando você encontra pessoas que você sabe que querem dizer o que dizem e dizem o que querem, isso é algo para guardar.”

Jane diz que ela e Bernie planejam continuar puxando Joe Biden para a esquerda em várias questões; Jane espera trabalhar com Jill em dívidas estudantis e faculdade gratuita. (Jill atualmente apoia faculdades comunitárias gratuitas.) “Jill se preocupa. Ela vem de um ambiente de classe trabalhadora. Isso vai ser bom para os Estados Unidos”, disse Jane.

"Isso é estranho", disse ela, "mas eu disse a Bernie há muito tempo: 'Uau, você sabe, eu votaria em você para presidente, mas acho que votaria em Jill como primeira-dama se tivesse a opção.’”

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