AFP PHOTO / EMMANUEL DUNAND
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Proposta de May pode agravar situação de europeus no Reino Unido, diz presidente do Conselho Europeu

Para Donald Tusk, a ‘oferta britânica está abaixo’ das expectativas; Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, disse ‘é um primeiro passo’, mas ainda ‘não é suficiente’

O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2017 | 12h05

BRUXELAS - A proposta da primeira-ministra britânica, Theresa May, sobre os direitos dos expatriados europeus no Reino Unido após o Brexit poderia "agravar" a situação destas pessoas no país, advertiu o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

"Minha impressão é que a oferta britânica está abaixo de nossas expectativas e poderia agravar a situação de nossos cidadãos no Reino Unido", afirmou Tusk ao fim de uma reunião de cúpula dos governantes europeus em Bruxelas.

Para ele, "os direitos dos cidadãos são a prioridade da UE de 27" países nas negociações de divórcio com o Reino Unido, que começaram na segunda-feira.

Os líderes da União Europeia receberam com cautela nesta sexta-feira, 23, a proposta de May para os cidadãos europeus que moram no Reino Unido quando o Brexit for finalizado, uma oferta criticada pelos principais afetados.

"É um primeiro passo, mas este passo não é suficiente", afirmou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que concordou com a chanceler alemã, Angela Merkel. Na véspera, ela considerou a proposta da premiê um bom começo, mas que deixa questões em aberto.

Londres propõe conceder aos cidadãos da UE um "estatuto definitivo" com direito à residência permanente desde que vivam há cinco anos no país, medidas que espera serem "recíprocas" para os britânicos que vivem no restante do bloco.

Mas a oferta de May provoca dúvidas entre seus pares, incluindo qual a data que será utilizada como base para determinar os cinco anos: a notificação oficial do Brexit no dia 29 de março de 2017, a saída efetiva em 2019 ou algum momento entre ambas.

Após mais de 40 anos de união, cerca de três milhões de cidadãos da UE vivem no Reino Unido e quase um milhão de britânicos residem nos demais países do bloco, a maioria na Espanha. / AFP

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