Proposta de referendo no Paquistão sofre críticas

Alguns opositores políticos no Paquistão e aliados do país no estrangeiro criticaram hoje os planos do presidente Pervez Musharraf, de realizar um referendo para permanecer no poder. No entanto, Musharraf, um aliado-chave dos Estados Unidos em sua guerra contra o terrorismo, seguia adiante com o plano de plebiscito. De acordo com altos funcionários do governo, o general Musharraf, que tomou o poder em outubro de 1999, deverá começar na próxima semana sua campanha para o referendo, com um discurso em Lahore.Segundo o plano, os eleitores decidirão no próximo mês se Musharraf deve continuar como presidente depois das eleições parlamentares previstas para outubro, que marcarão a restauração do sistema democrático no país. O plebiscito, que representaria, em termos efetivos, uma eleição para o próximo período presidencial, não está contemplado na Constituição, a qual estipula que o presidente deve ser eleito por ambas as câmaras do Parlamento.Os líderes da Aliança para a Restauração da Democracia no Paquistão, formada por 15 partidos, disseram que se reunirão amanhã em Islamabad para discutir algumas vias para desafiar o referendo.Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Philip Reeker disse em Washington que os funcionários norte-americanos "consideram importante que o Paquistão siga os procedimentos constitucionais... e que a legalidade de qualquer ação particular, como um referendo, seja decidida pelos tribunais". Em Londres, a comunidade britânica de 54 nações, que suspendeu o Paquistão depois do golpe que levou Musharraf ao poder, advertiu que o plano de referendo ?não cumpre as promessas para que o país regresse à democracia".

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