Proposta russa para negociação de paz na Síria parece fadada ao fracasso

Uma iniciativa russa para sediar negociações de paz entre o governo da Síria e rebeldes que tentam derrubar Bashar al-Assad parece estar fadada ao fracasso, com diversas lideranças da oposição dizendo que não comparecerão ao encontro, marcado para o dia 26. Seria o primeiro esforço diplomático desde conversas promovidas pela ONU no começo do ano passado, que não conseguiram grandes avanços. A guerra civil síria já dura quatro anos e deixou pelo menos 220 mil mortos.

AE, Estadão Conteúdo

17 de janeiro de 2015 | 19h17

Os EUA, que têm promovido ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, estão de fora das negociações, sem grandes motivações para convencer seu principal aliado, a Coalizão Nacional Síria, a participar das conversas. O enviado da ONU, Staffan de Mistura, também não está engajado. Ele trabalha em um caminho paralelo, que prevê um "congelamento" do conflito na cidade de Alepo antes de qualquer negociação mais ampla.

Neste sábado, o líder de um bloco político baseado em Damasco que reúne cerca de 12 grupos de esquerda disse que participará das negociações em Moscou. "Nós decidimos ir", afirmou Hassan Abdul-Azim, que comanda o Órgão de Coordenação Nacional para uma Mudança Democrática na Síria, após uma reunião que durou várias horas.

Mesmo assim, o número de convidados confirmados ainda é pequeno. O regime de Assad, que depende fortemente do apoio russo, disse que está preparado para participar, mas o próprio presidente afirmou que é preciso ser "realista" em relação às expectativas com o encontro.

Já a lista dos que declinaram o convite é grande. Entre eles aparece Mouaz al-Khatib, ex-líder da Coalizão Nacional, e membros do partido de oposição Construindo o Estado Sírio. Fonte: Associated Press.

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