EFE/Stephanie Lecocq
EFE/Stephanie Lecocq

Propostas de Londres sobre Irlanda preocupam negociador europeu do Brexit

Reino Unido quer que a UE suspenda a aplicação de suas leis, o que seria uma nova fronteira externa para o bloco, na opinião de Michel Barnier

O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2017 | 11h50

LONDRES  - O negociador-chefe da União Europeia (UE) para o Brexit, Michel Barnier, manifestou sua preocupação, nesta quinta-feira,7, com as propostas britânicas destinadas a resolver a questão da fronteira entre a Irlanda e a província britânica da Irlanda do Norte após a saída do Reino Unido.

"Estou preocupado com o que vejo na proposta britânica sobre Irlanda e Irlanda do Norte", afirmou Barnier em entrevista coletiva em Bruxelas, na qual detalhou as novas posições europeias sobre cinco temas vinculados ao Brexit. Segundo Barnier, "o Reino Unido quer que a UE suspenda a aplicação de suas leis, de sua união aduaneira e do mercado único, o que seria uma nova fronteira externa" para o bloco. "E o Reino Unido quer usar a Irlanda como uma espécie de teste para as futuras relações aduaneiras" com a UE.

"Isso não vai acontecer", garantiu.

Em seu documento sobre a Irlanda divulgado nesta quinta, a UE pede a Londres que "proponha soluções para superar os desafios" abertos com sua saída. "A responsabilidade  cabe ao Reino Unido", acrescenta.

O futuro da fronteira na ilha da Irlanda faz parte das prioridades dos negociadores do Brexit, junto com os direitos dos cidadãos europeus em solo britânico e vice-versa, assim como o montante que Londres deve pagar aos sócios europeus pelos compromissos financeiros adquiridos como membro do bloco.

Ainda que Londres queira iniciar rapidamente a negociação do futuro marco das relações entre ambos, e que poderia incluir um acordo de livre-comércio, os europeus querem primeiro "avanços suficientes" nas condições do "divórcio" - especialmente no que diz respeito a essas três prioridades.

Barnier disse também estar disposto a "acelerar" as negociações com o Reino Unido. "Visto que o tempo corre (...) e esse tempo que corre me preocupa, estou disposto a acelerar e a intensificar o ritmo das negociações", declarou. Se os prazos forem cumpridos, o Reino Unido deve se tornar, em março de 2019, o primeiro país do bloco a deixar o projeto europeu. / AFP

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