Vigili del Fuoco/AP
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Proprietários do Costa Concordia também devem ser investigados

Promotor afirma que decisões da Costa Cruzeiros precisam ser levados em consideração

estadão.com.br

24 de janeiro de 2012 | 21h29

GROSSETO - A investigação sobre o naufrágio do Costa Concordia, perto da ilha de Giglio, na costa da Itália, vai incluir executivos da empresa proprietária do cruzeiro, disse nesta terça-feira, 24, Beniamino Deidda, promotor-geral da Toscana, de acordo com informações do jornal italiano Corriere della Sera.

 

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De acordo com Deidda, a investigação levará em conta "problemas e incríveis atos de irresponsabilidade a respeito da segurança e da organização" do cruzeiro. "A empregadora tem responsabilidade. As decisões tomadas pela empresa do navio devem ser levadas em consideração", diz o promotor em uma mensagem destinada ao juiz Francesco Verusio, responsável pelo caso.

 

Os executivos da Costa Cruzeiros, a proprietária do Costa Concordia, deverão explicar porque a evacuação do navio foi atrasada mesmo que a tripulação tenha confirmado que a embarcação estava fora de controle. "Os juízes procuram a causa e o efeito do ocorrido. Até agora, a atenção esteve sobre o capitão. Mas quem o escolheu? As decisões tomadas pela empregadora devem ser consideradas", afirma Deidda na mensagem.

 

O capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino, é considerado o responsável pelo naufrágio até agora. Ele está sendo mantido sob prisão domiciliar e é acusado de naufrágio e de abandono do navio. Schettino é alvo de duras críticas na mídia italiana, uma vez que recusou-se a voltar ao navio após o naufrágio, como mostra uma gravação que vazou na internet.

 

O Costa Concórdia naufragou no último dia 13. O acidente matou ao menos 16 pessoas - outras seguem desaparecidas. A maioria das 4,2 mil pessoas a bordo, porém, conseguiram escapar com vida. O naufrágio também pode se tornar um desastre ambiental, uma vez que o combustível da embarcação, que está tombada perto da costa italiana, pode vazar. 

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