Prorrogada detenção de 5 suspeitos de terrorismo no Reino Unido

A polícia britânica obteve nesta quarta-feira uma autorização judicial para prorrogar por mais uma semana o interrogatório das últimas cinco pessoas que continuam detidas por sua relação com um plano para derrubar aviões entre o Reino Unido e os Estados Unidos, informou a Scotland Yard.Os cinco detidos foram presos no último dia 10 com outras 19 pessoas, 15 das quais já foram formalmente acusados de terrorismo. As outras quatro, por sua vez, foram libertadas sem receberem acusações.Segundo a nova legislação antiterrorista britânica, que entrou em vigor em 2006, a polícia tem um prazo máximo de 28 dias, a partir do momento da detenção, para interrogar os suspeitos.No entanto, as forças policiais não podem esgotar totalmente estas quatro semanas sem pedir, de tempos em tempos, uma permissão judicial.Ao final deste período, uma acusação formal deve ser apresentada ou os detidos são liberados.Com o caso da suposta conspiração aérea, a polícia britânica superou pela primeira vez o máximo de 14 dias para deter sem acusações um suspeito, como afirmava a antiga legislação antiterrorista.Khalid Elahi, advogado de Mohammed Usman Siddique, de 24 anos e um dos cinco suspeitos que ainda continuam sob custódia na delegacia de segurança máxima de Paddington Green (oeste de Londres), criticou as condições da detenção de seu cliente.Segundo Elahi, os 21 dias em que Siddique ficou preso foram "muito difíceis", pois sofreu física e psicologicamente como conseqüência da detenção prolongada.Horas antes, um juiz britânico decretou prisão preventiva para três pessoas acusadas na última terça de crimes de terrorismo em relação ao suposto complô para derrubar aviões durante vôos entre o Reino Unido e os Estados Unidos.Os londrinos Nabeel Hussain, de 22 anos, Mohammed Yasar Gulzar, de 25 anos, e Mohammed Shamin Uddin, de 35 anos, compareceram nesta quarta-feira ao tribunal de Westminster na capital britânica.Os três foram acusados de "conspirar para assassinar outras pessoas" e de terem planos para tentar "introduzir componentes de artefatos explosivos improvisados em um avião para montá-los e detoná-los a bordo".Os representantes legais de Hussain pediram sua liberdade através do pagamento de fiança, porém a solicitação foi negada, enquanto não foram apresentadas exigências similares nos outros dois casos.Os três suspeitos terão que depor no dia 18 de setembro no tribunal penal de Old Bailey (Londres).O planoNo dia 10 de agosto, 24 pessoas - todas muçulmanos britânicas e a maior parte de origem paquistanesa - foram presas e a polícia anunciou que havia impedido um atentado terrorista contra aviões que iam do Reino Unido para os Estados Unidos.Os supostos terroristas foram presos em várias operações realizadas em casas e instituições comerciais de Londres, de Birmingham (centro da Inglaterra) e do condado de Buckinghamshire (nas proximidades da capital britânica).A desarticulação do suposto plano terrorista provocou um caos nos aeroportos britânicos, sobretudo nos terminais de Londres, que chegaram a suspender mais de mil vôos por causa dos atrasos causados pelos rígidos controles de segurança.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.