Prospera cultivo de papoula no Afeganistão

O novo governo do Afeganistão "fracassou" em seus esforços de erradicar o cultivo de papoula de ópio no país, informaram hoje (18) especialistas das Nações Unidas. Nos últimos anos, o Afeganistão se converteu no principal produtor mundial de ópio, a matéria prima da heroína. Os números da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) mostram que a colheita de 2002 poderia render mais de US$ 1 bilhão para os agricultores do Afeganistão, uma quantia semelhante à registrada no final da década de 90. "É uma boa parcela do Produto Interno Bruto", disse Héctor Maletta, porta-voz da FAO. O PIB deste empobrecido país, segundo os cálculos disponíveis mais recentes, é de US$ 21 bilhões. No final dos anos 90, o Afeganistão produzia 70% do ópio consumido no mundo. Depois, em 2000, o governo do Taleban proibiu o cultivo da papoula, e as agências da ONU e dos Estados Unidos concluíram que isto levou a uma redução quase total do cultivo. Mas depois da queda do Taleban, os agricultores voltaram a cultivar a papoula em centenas de milhares de hectares. Em abril deste ano, o governo interino do presidente Hamid Karzai anunciou um programa para erradicar a plantação da droga. O governo ofereceu US$ 1.250 dólares aos agricultores para cada hectare de papoula destruído. No entanto, um hectare da droga pode render até US$ 16.000 para quem planta.

Agencia Estado,

18 Agosto 2002 | 14h18

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