Protecionismo agrícola domina debates da Governança Corporativa

A necessidade da redução do protecionismo e subsídios agrícolas nos países ricos foi um dos temas que dominou o primeiro seminário da conferência Governança Progressita, quer contou com a participação do presidente do Chile, Ricardo Lagos, do primeiro-ministro do Canadá, Jean Chrétien, do ex-presidente norte-americano, Bill Clinton, do comissário europeu para o comércio, Pascal Lamy e do ministro britânico para as relações exteriores, Jack Straw. Clinton afirmou que a melhoria do acesso dos países emergentes aos mercados das nações desenvolvidas deve ser um tema prioritário para a comunidade internacional. "Eu nunca vi um debate realmente honesto sobre a política agrícola", disse o ex-presidente. "Precisamos ser mais objetivos e sinceros nessa questão, mesmo que seja a portas fechadas, longe da imprensa". Segundo ele, se os países ricos pretendem manter as barreiras nos seus mercados, "devem começar a pensar maneiras de compensar essas perdas dos países em desenvolvimento, como por exemplo financiar a industria e tecnologias nesses países." Lamy, que é o principal negociador da Comissão Européia, disse também ser a favor de uma maior esforço pela abertura comercial. "Eu também sou a favor de um maior empenho nessa área, embora a maioria dos integrantes de meu partido na França (Socialista) não concorde, por motivos nacionais", afirmou Lamy. O presidente chileno exortou os países ricos a abrirem seus mercados. "Os cem bilhões anuais gastos na Europa com subsídios podem ser gastos de outra maneira do que ajudar as vacas européias", afirmou. Lagos, que foi muito aplaudido, criticou o Fundo Monetário Internacional. "O fundo tem promovido mais políticas pró-cíclicas, não anti-cíclicas, e isso precisa ser revertido." Segundo ele, as instituições multilaterais criadas após a Segunda Guerra Mundial precisar ser reformadas para se ajustar aos novos tempos, inclusive o Conselho de Segurança das Nações Unidas. "Qual é o significado hoje do Conselho de Segurança?", disse.

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