Protesto abre caminho para greves trabalhistas no Egito

Os protestos políticos no Egito que derrubaram o regime do presidente Hosni Mubarak deram espaço para uma "explosão" de manifestações pelo país por melhores salários, afirmou hoje um membro de um grupo trabalhista de pressão que monitora a ação industrial, em entrevista à France Presse. Também nesta segunda-feira, a emissora Sky News informou que os militares planejam proibir greves pelo país, em uma medida que pode enfurecer os manifestantes.

AE, Agência Estado

14 de fevereiro de 2011 | 12h19

Trabalhadores nos setores bancário, de transportes, petróleo, turismo, têxteis, na mídia estatal e funcionários públicos cruzam os braços, exigindo melhores salários e condições de trabalho, disse Kamal Abbas, do Center for Trade Union and Workers'' Services. "É difícil dizer exatamente quantas pessoas estão em greve e onde. Quem não está em greve?", perguntou.

Muitos sindicatos são liderados por pessoas afiliadas ao regime de Mubarak. Com isso, os trabalhadores tinham poucos canais formais para levantar suas demandas. "Em muitos lugares, os trabalhadores querem a retirada de altas figuras que são acusadas de corrupção", afirmou Abbas. A diferença entre salários de diretores e gerentes é um tema importante. Muitos trabalhadores exigem benefícios e proteção legal, após trabalharem durante anos regidos por contratos temporários, segundo Abbas.

Os protestos nacionais no Egito começaram em 25 de janeiro. Na sexta-feira, os manifestantes conseguiram derrubar Mubarak, que estava havia três décadas no poder. Pelo menos 300 pessoas foram mortas nos protestos, e muitas outras foram feridas ou presas. Com a queda de Mubarak, o poder egípcio ficou na mão dos militares, que dissolveram o Parlamento e prometeram reformar a Constituição e convocar eleições. As informações são da Dow Jones.

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