Protesto antiguerra volta a reunir milhares em Tóquio

Cerca de 3.000 japoneses participaram nesta quarta-feira, em Tóquio, pela terceira vez em menos de uma semana, de um protesto contra uma guerra no Iraque. Os manifestantes se reuniram no Parque Hibiya, na capital japonesa, para participar de uma marcha pacífica que percorreu 3 km através do elegante distrito comercial de Ginza, com cartazes em que se lia "Pare a Guerra" e "Não à guerra no Iraque". A manifestação, apoiada por vários grupos cívicos a que se juntaram líderes dos partidos oposicionistas e sindicalistas, se segue a outros protestos realizados em Tóquio neste mês. Na última sexta-feira, cerca de 6.000 pessoas participaram de uma marcha antiguerra no centro de Tóquio, e no sábado outras 5.000 realizaram idêntico protesto.O primeiro-ministro, Junichiro Koizumi, criticou os manifestantes, advertindo que eles deveriam evitar "enviar a mensagem errada de que o Iraque está certo". Ele disse que o mundo deveria enviar uma mensagem mais unificada a Bagdá, manifestando sua preocupação quanto à existência, no Iraque, de armas de destruição em massa. A última manifestação coincidiu com uma declaração do embaixador japonês perante as Nações Unidas, Koichi Haraguchi, de que Tóquio apóia uma nova resolução da ONU para aumentar a pressão internacional sobre o Iraque. Haraguchi proferiu seu discurso perante o Conselho de Segurança em Nova York. Na terça-feira, o mais alto diplomata iraquiano no Japão, Qasim Abdulbaqi Shakir Al Rammah, pediu a Tóquio para usar sua posição como um dos principais aliados dos EUA para pressionar Washington a buscar uma solução pacífica para a crise.

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