Protesto apóia governista sul-africano acusado de corrupção

Manifestantes acompanham audiência do presidente do partido e candidato à Presidência, Jacob Zuma

Efe e Reuters,

04 de agosto de 2008 | 10h52

O presidente do partido Congresso Nacional Africano (CNA) e candidato à Presidência da África do Sul, Jacob Zuma, compareceu nesta segunda-feira, 4, à Corte Superior de Pietermaritzburg, acusado de corrupção e cercado por milhares de seguidores que proclamam sua inocência. Milhares de pessoas se concentram desde a noite domingo nas imediações da Corte Superior de Pietermaritzburg, província de Kwazulu-Natal, para apoiar Zuma, cujo processamento consideram "uma conspiração política" para tentar evitar que ele chegue à Presidência. Zuma, candidato do partido às eleições presidenciais de 2009, chegou à sede do tribunal acompanhado de advogados e guarda-costas para responder a acusações de corrupção, fraude, lavagem de dinheiro e chantagem em relação a uma compra de armas que teria realizado quando era vice-presidente. Entre músicas, danças e cartazes com a foto de Zuma, a multidão - formada em grande parte por jovens e sindicalistas -, vigiada por um forte contingente policial, gritava palavras de ordem em favor do líder do CNA, partido hegemônico na África do Sul. O barulho causado pelos partidários de Zuma fora do edifício da Corte atrapalha a primeira sessão do processo, pois impede que as partes se ouçam adequadamente, segundo a televisão local. Espera-se que a audiência termine na terça, e Zuma assegurou que está preparado para provar que é inocente. Zuma derrotou o presidente Thabo Mbeki na disputa pela liderança do partido e deve se tornar presidente da África do Sul em 2009, já que o CNA, organização que liderou a luta contra o regime do apartheid, recebe a maioria dos votos do eleitorado negro. Uma condenação por suborno pode, entretanto, obrigá-lo a deixar o cargo. Partidários de Zuma disseram que a nova investigação é um plano de Mbeki para sabotar o rival. Zuma é acusado de exigir o equivalente a US$ 600 mil da empresa Thint, para que ela não fosse investigada por supostos subornos pagos ao governo sul-africano. No episódio, Schabir Shaik, conselheiro de Zuma, foi condenado a 15 anos de prisão.

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