Protesto contra abusos da polícia reúne 3 mil no Egito

Milhares de egípcios, entre eles o prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, protestaram hoje contra o que qualificam como abusos sistemáticos cometidos pelas autoridades do país. O protesto reuniu cerca de 3.000 pessoas nas ruas de Alexandria. Trata-se da maior manifestação contra o governo do Egito desde a morte por espancamento de um jovem pela polícia no início do mês.

AE-AP, Agência Estado

25 de junho de 2010 | 12h33

A morte de Khaled Said se tornou uma bandeira dos ativistas pró-reforma e pelos direitos humanos na luta contra o que denunciam como abusos sistemáticos perpetrados pelo governo, tornados possíveis por uma lei de emergência em vigor no país há três décadas.

Testemunhas afirmam que policiais arrastaram Said, um empresário de 28 anos, de um cibercafé em Alexandria e o espancaram no meio da rua. O governo alega que Said morreu sufocado com comprimidos. No entanto, as denúncias de espancamento ganham força pelo fato de terem surgido fotografias nas quais o cadáver de Said é mostrado repleto de ferimentos, inclusive com a mandíbula esmagada e um dente quebrado.

Mohamed ElBaradei se converteu em líder de oposição ao governo Hosni Mubarak há alguns meses, desde que deixou o cargo de diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

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