Protesto contra Bush reúne milhares de pessoas na Índia

Pelo menos cem mil pessoas protestaram nesta quarta-feira nas ruas de Nova Délhi, gritando "morte a Bush". O protesto aconteceu horas antes de o presidente americano aterrissar na capital indiana para uma visita oficial, indicaram fontes policiais. Um porta-voz da polícia afirmou que pelo menos cem mil pessoas, a maioria muçulmanas, participaram do protesto em um local de Nova Délhi habitualmente utilizado para eventos políticos. De acordo com a rede de televisão indiana NDTV o número de manifestantes foi de mais de 50.000 pessoas. "Tanto hindus como muçulmanos nos reunimos para expressar nossa ira. Só temos uma mensagem, Bush, assassino, vá para casa", disse um dos manifestantes. Movimentos muçulmanos e forças de esquerda, algumas delas vitais para a estabilidade do Governo de Manmohan Singh, organizam protestos na Índia para os três dias de visita oficial de Bush. Marxistas anunciam maior protesto da Índia O líder do Partido Comunista da Índia (Marxista), Prakash Karat, anunciou que na quinta-feira será organizado o maior protesto da história da Índia para mostrar a rejeição a Bush. Lideranças como a escritora Arundhati Roy, autora do livro "Deus das pequenas coisas", também estão se manifestando, publicando artigos nos jornais repudiando a presença de Bush no país. Em Hyderabad, uma cidade de maioria muçulmana do centro da Índia, que receberá Bush após sua passagem por Nova Délhi, grupos muçulmanos também iniciaram protestos contra a visita do presidente americano. Na internet, os partidos de esquerda fazem campanha chamando os ativistas indianos a participarem dos protestos. O Partido Comunista da Índia (Marxista) abriu um blog internet, chamado "Boicote a visita de Bush à Índia", onde Bush é chamado de "terrorista global". Em outros blogs as manifestações lembram os protestos organizados por Gandhi contra a ocupação britânica do subcontinente indiano.

Agencia Estado,

01 Março 2006 | 05h48

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