Protesto contra carne dos EUA deixa mais de 50 feridos em Seul

Foi a maior manifestação desde o início dos protestos, que já duram quase um mês, e reuniu 40.000 pessoas

EFE

01 de junho de 2008 | 02h59

Mais de 50 pessoas ficaram feridas e outras 200 acabaram detidas durante uma manifestação contra a abertura do mercado sul-coreano à carne bovina dos Estados Unidos, no centro de Seul. A manifestação começou no sábado e durou toda a noite. A Polícia tentou dispersar o grupo, mas não conseguiu. Os manifestantes protestavam contra o acordo firmado entre sul-coreanos e americanos em abril, que abre o mercado às importações bovinas dos EUA - incluindo os animais de mais de 30 meses de idade, propensos a ter a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB, ou mal da vaca louca). A lei entrará em vigor na terça. O protesto foi o maior desde o início da onda de manifestações, que já dura quase um mês, e reuniu 40.000 pessoas em Seul. Outras das principais cidades do país também foram palco de protestos. Foi a primeira vez que as autoridades sul-coreanas usaram agentes especializados no combate ao terrorismo para impedir o avanço dos manifestantes, que queriam chegar à sede da Presidência. A movimentação surgiu de uma vontade do Governo de renegociar o assunto, mas a opinião foi mudando de lado com o tempo. Neste domingo, o grupo quer pedir a renúncia do presidente Lee Myung-bak, que assumiu no último dia 25 de fevereiro.

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