AFP PHOTO / FEDERICO PARRA
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Protesto contra Maduro em Caracas deixa ao menos 89 feridos

Serviço de saúde da região denunciou que agentes da polícia que atuavam para conter o protesto lançaram bombas de gás lacrimogêneo muito perto de um dos seus postos, onde algumas pessoas eram atendidas

O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2017 | 11h35

CARACAS - Ao menos 89 pessoas ficaram feridas na quarta-feira 31 em incidentes violentos durante um protesto contra o governo em Caracas, informaram autoridades locais, dirigentes da oposição venezuelana e centros de saúde.

Os centros assistenciais do município de Baruta atenderam pelo menos 50 feridos, segundo afirmou o serviço de saúde da região em sua conta no Instagram.

O organismo denunciou ainda que os agentes da polícia que atuavam para conter o protesto lançaram bombas de gás lacrimogêneo muito perto de um dos seus postos, onde algumas pessoas feridas eram atendidas.

Além disso, assegurou que crianças, pedestres e pessoas que se encontravam em seu local de trabalho foram afetadas pelos gases liberados nos focos de protesto. "É inaceitável e desumano", comentou o organismo.

O prefeito do município de Chacao, o opositor Ramón Muchacho, indicou que 39 pessoas que sofreram ferimentos na manifestação foram socorridas por pessoal médico de sua localidade.

Já o deputado Tomás Guanipa declarou em uma coletiva de imprensa, em nome da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que "mais de 80 pessoas ficaram feridas somente em Caracas".

Guanipa comentou que os corpos de segurança do Estado efetuaram uma "jornada de repressão mais longa que em outras oportunidades" contra os manifestantes.

Os municípios de Baruta e Chacao, no leste de Caracas, são diariamente palco de protestos opositores que, desde o dia 1.º de abril, deixaram 59 mortos e cerca de 1 mil feridos, segundo cifras do Ministério Público venezuelano. / EFE

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