Protesto contra milícia deixa 4 mortos na Líbia

Violência se espalhou em Benghazi após tentativa de manifestantes pró-governo de tomar o quartel-general de grupo extremista islâmico

BENGHAZI, LÍBIA, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2012 | 03h06

Choques entre manifestantes e membros de uma milícia islâmica que ajudou a depor, há quase um ano, o ditador Muamar Kadafi, deixaram ontem pelo menos quatro mortos em Benghazi, no leste da Líbia.

A violência se espalhou na cidade depois que cerca de 30 mil pessoas foram às ruas para exigir o fim da ação dos grupos armados no país e algumas delas tentaram tomar o quartel-general de um desses grupos, o Ansar al-Sharia. A milícia radical é suspeita de envolvimento no ataque ao consulado americano em Benghazi, que matou o embaixador dos EUA, Chris Stevens, e outras três pessoas, no dia 11.

Assim como uma série de outros protestos e episódios violentos no mundo árabe e islâmico, o ataque no qual o consulado foi incendiado foi desencadeado por um filme amador realizado nos EUA que ridiculariza o profeta Maomé. O Ansar al-Sharia nega envolvimento na ação contra a embaixada.

Testemunhas afirmaram que simpatizantes da milícia se reuniram do lado de fora da base do grupo dando disparos para o alto, para tentar conter a invasão dos policiais e dos ativistas pró-governo - formado por islâmicos moderados. A base foi cercada por uma multidão que gritava palavras de ordem como "não às milícias" e "Al-Qaeda nunca mais". Vários automóveis nas ruas foram incendiados.

As duas facções teriam lançado foguetes e trocado tiros por duas horas, até que a milícia decidiu se retirar do local. Os ativistas em seguida atearam fogo a um dos edifícios centrais do QG da Ansasr al-Sharia e saquearam um depósito de armas. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.