REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Protesto da oposição termina com pelo menos 20 detidos em Caracas

Maioria dos presos são estudantes da Universidade Simón Bolívar que estavam no município de Chacao, considerado um bastião opositor; deputado opositor diz que número de detidos pode passar de 40 pessoas, incluindo várias mulheres

O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2017 | 10h40

CARACAS - Pelo menos 20 jovens foram detidos na quinta-feira pela Polícia Nacional Bolivariana (PNB) no leste de Caracas ao final de um protesto convocado pela oposição contra a Assembleia Nacional Constituinte impulsionada pelo governo, que foi dispersado com disparos de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.

Esses jovens foram presos no município de Chacao, considerado um bastião opositor, e colocados em um caminhão de carga para sua posterior transferência até uma delegacia. Por sua vez, o deputado opositor e primeiro vice-presidente do parlamento, Freddy Guevara, assegurou que o total de detidos é próximo a 40 e acrescentou que entre eles há várias mulheres.

Guevara, coordenador nacional do partido Vontade Popular, detalhou que a maioria dos detidos são estudantes da Universidade Simón Bolívar (USB) de Caracas e foram levados até a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) no oeste da capital venezuelana.

O líder opositor Henrique Capriles divulgou um vídeo no Twitter que mostra agentes da polícia realizando as detenções e "roubando" os estudantes, segundo denunciou. Já o presidente da Federação de Centros de Estudantes da USB, Daniel Ascanio, indicou também no Twitter que entre os detidos há três menores de idade.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática convocou para esta quinta-feira uma mobilização na sede do Poder Eleitoral em Caracas para rejeitar o processo de mudança de Constituição promovido pelo governo de Nicolás Maduro. Os opositores denunciaram que esta manifestação foi "reprimida", o que impediu o prosseguimento do protesto.

Segundo números do Ministério Público, 79 pessoas já morreram na Venezuela em incidentes violentos ocorridos durante ou depois de atos populares a favor e contra o governo desde 1º de abril, quando começou a atual onda de manifestações. / EFE

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