Protesto de curdos termina em violência na Turquia

Milhares de manifestantes curdos atacaram a polícia nesta terça-feira depois dos funerais de quatro guerrilheiros curdos assassinados por soldados turcos. Eles atiraram bombas incendiárias na direção da polícia, quebraram as janelas de uma delegacia e esfaquearam dois policiais. Trata-se de um dos mais graves confrontos de rua no sudeste da Turquia em anos. As autoridades turcas convocaram a polícia paramilitar para restaurar a ordem, uma medida raramente ordenada. A tropa de choque da polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra a multidão, dando início a episódios de violência que deixaram pelo menos nove pessoas feridas em Diyarbakir, maior cidade do sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria. Dos nove feridos nos episódios desta terça-feira, sete são policiais e dois, civis. A polícia deteve pelo menos 23 manifestantes, informou o governo local. Um dos policiais esfaqueados encontra-se em condições críticas de saúde. Os guerrilheiros curdos mortos faziam parte de um grupo de 14 militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, por suas iniciais em curdo) mortos em dois dias de violência encerrados no sábado na província de Mus.

Agencia Estado,

28 Março 2006 | 16h50

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