Protesto de israelenses cria 'saia-justa' diplomática

Diplomatas israelenses passaram a usar jeans e sandálias como forma de protesto por melhores condições salariais e já causaram alguns embaraços diplomáticos pela maneira como estão vestidos e por tarefas não realizadas, contou hoje um funcionário do Ministério de Relações Exteriores do país. "Há vários dias, os funcionários do ministério vêm trabalhar usando jeans e sandálias, sem gravata, para protestar contra o tratamento recebido por eles", disse o funcionário, em condição de anonimato, à agência "France Presse". "Eles estão seguindo as ordens de um comitê de funcionários, que acusa o Tesouro de adiar em seis meses as negociações salariais."

AE, Agência Estado

29 de junho de 2010 | 16h05

Com a disputa, os funcionários também se esquivaram de suas funções rotineiras. Recentemente, alguns dignitários estrangeiros foram abandonados pelos motoristas do ministério israelense e tiveram de pedir às suas embaixadas que enviassem carros para transportá-los. Na segunda-feira, o vice-ministro de Relações Exteriores teve de receber o chanceler russo Sergei Lavrov sem a costumeira cerimônia de recepção, porque ninguém se importou em organizá-la. E Uzi Arad, conselheiro de segurança nacional do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, teve de cancelar uma viagem a Moscou porque a embaixada israelense na capital da Rússia disse que não tinha como acomodá-lo.

O impasse, que se torna cada vez mais público, complica ainda mais os problemas diplomáticos de Israel num período no qual o país luta para conter as reações contra o ataque a uma flotilha que se dirigia para a Faixa de Gaza, no mês passado, e que prejudicou as relações com a Turquia, um importante aliado israelense. As informações são da Dow Jones.

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