Protesto de professores reúne milhares na Argentina

Milhares de professores de escolas públicas começaram uma greve e saíram às ruas de toda a Argentina nesta segunda-feira, 9, em manifestação exigindo maiores salários e justiça, após a morte de um professor em confrontos com a polícia na semana passada.Mais de 2 mil professores se juntaram no monumento conhecido como Obelisco na capital Buenos Aires, apoiados por simpatizantes esquerdistas e ativistas dos direitos humanos. Os manifestantes começaram uma marcha ao meio-dia por toda a cidade, batendo tambores e carregando faixas de protesto. Foi a primeira manifestação em larga escala por trabalhadores do estado e grupos trabalhistas em ano de eleição presidencial. Também nesta segunda-feira, na província de Salta, a polícia dispersou os manifestantes a base de gás lacrimogêneo, quando os professores marchavam em direção à prefeitura da cidade, informaram fontes policiais, que não certificaram o número de feridos ou detidos. Manifestações voltaram a ocorrer também na província de Neuquen, onde o professor Carlos Fuentealba morreu na semana passada, a quase mil quilômetros ao sul de Buenos Aires, em manifestações de mesma natureza. Os professores acamparam nesta segunda em frente à prefeitura da província, e por tempo indeterminado, segundo o jornal argentino Clarín. O ideal das manifestações era reclamar que os aumentos salariais não condizem com a inflação, em um país onde os peronistas de Kirchner no poder são os favoritos para a eleição de outubro. Após a morte do professor, todos os movimentos se voltaram para uma reivindicação ao assassinato.

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