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Protesto de xiitas lembra seis anos da tomada de Bagdá

Líderados por al-Sadr, iraquianos pedem fim da ocupação em 6º aniversário da queda de Saddam

Associated Press e Reuters,

09 de abril de 2009 | 11h16

Milhares de apoiadores do clérigo xiita iraquiano Muqtada al-Sadr se reuniram nesta quinta-feira, 9, na Praça Firdous, uma importante praça no centro da capital do Iraque, Bagdá, para protestar contra a presença do Exército dos Estados Unidos no país e lembrar o sexto aniversário da queda da capital ante as forças norte-americanas. Nos discursos, os manifestantes exigiram que o presidente dos EUA, Barack Obama, que fez uma breve visita ao Iraque nesta semana, remova todas as tropas norte-americanas "para concluir as promessas que fez ao mundo".

 

O clérigo al-Sadr - que vive no Irã - pediu que todos os iraquianos se juntassem ao protesto na Praça Firdous - onde ficava a estátua de Saddam Hussein, derrubada em 9 de abril de 2003. Os manifestantes queimaram uma imagem do antecessor de Obama, George W. Bush, pendurada no pilar onde ficava a estátua de Saddam.

 

Assad al-Nassiri, um dos assistentes de al-Sadr, leu uma carta do clérigo, na qual ele descrevia a presença de tropas norte-americanas no Iraque como um "crime contra todos os iraquianos" e pedia a libertação de todos os detidos. A segurança foi reforçada nas ruas de Bagdá e a polícia bloqueou os acessos à praça onde o protesto era realizado, com temor de que se repetissem os atentados com carros bombas que atingiram a cidade nos últimos dias.

 

Al-Sadr chamou a manifestação de "a marcha dos milhões", mas aparentemente não havia mais do que 30 mil pessoas no protesto, que terminou no fim da manhã local. Apesar dos comentários anti-EUA, o tom dos discursos durante o protesto pareceu menos hostil do que era antes da eleição de Obama, quando os sadristas evitavam se referir a Bush como presidente. Salah al-Obeidi, porta-voz do movimento, disse que a mudança no tom foi intencional e uma abertura para a nova administração dos EUA. "Nós vemos uma certa mudança na linguagem de Obama", disse al-Obeidi. "Nos parece que Obama não quer usar o Iraque como uma base para combater a Al-Qaeda" acrescentou.

 

O presidente dos EUA, Barack Obama, que fez uma visita-surpresa ao Iraque na terça-feira, determinou que todas as tropas de combate deixem o Iraque até o final de agosto de 2010. Restará então uma força residual de 35 mil a 50 mil instrutores militares, assessores e pessoal de apoio logístico. Um acordo entre EUA e Iraque, firmado ainda no governo Bush, prevê que todos os soldados norte-americanos deixem o país até o final de 2011.

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