Protesto eleva pressão por saída do presidente da Geórgia

Cerca de 20 mil manifestantes na Geórgia aumentaram a pressão hoje para que o presidente Mikhail Saakashvili renuncie, com alguns atirando repolhos e cenouras contra sua residência no segundo dia de protestos. Eles anunciaram o que chamam de uma campanha de desobediência civil para bloquear estradas na capital.

AE-AP, Agencia Estado

10 de abril de 2009 | 17h25

A multidão está menor do que ontem, quando a Geórgia celebrou um feriado nacional e reuniu cerca de 60 mil manifestantes na principal avenida da capital Tbilisi.

Hoje, dois grupos de manifestantes deixaram a frente principal de protesto em frente ao Parlamento, um seguindo para a residência de Saakashvili e outro seguindo para a sede do principal canal estatal de TV do país. Alguns dos manifestantes jogaram cabeças de repolho, cenouras e pedaços de pão na residência, que era protegida pela polícia.

A "comida de coelho" foi uma referência à acusação da oposição de que Saakashvili se comportou de forma covarde durante a guerra contra a Rússia em agosto do ano passado, quando o Exército da Geórgia foi humilhado e o país perdeu territórios. Os protestos de hoje terminaram de forma pacífica - mas há mais protestos previstos para amanhã.

Saakashvili, cujo mandato termina em 2013, se recusa a renunciar e repetiu o pedido para dialogar com a oposição, que afirmou que concorda em conversar desde que as discussões sejam televisionadas ao vivo.

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