Protesto em Seul contra carne dos EUA termina com 20 detidos

Manifestação coincide com renúncia em bloco do Governo sul-coreano, liderado pelo premier Han Seung-soo

Efe,

11 de junho de 2008 | 02h00

Pelo menos 20 pessoas foram presas após a manifestação em massa que reuniu na terça-feira, 10, dezenas de milhares de pessoas em Seul contra a importação de carne bovina americana. O protesto coincidiu com a renúncia em bloco do Governo sul-coreano, liderado pelo primeiro-ministro Han Seung-soo, por causa da crise política. Os detidos, que faziam parte do grupo de manifestantes que permaneceu nas ruas até o início da manhã, não opuseram resistência às autoridades. Segundo a televisão pública KBS, a Polícia tentou dispersar os manifestantes, e após não conseguir retirá-los das ruas, começou a deter as pessoas que seguiam impedindo o tráfego. De acordo com a organização, 700 mil pessoas participaram da manifestação, embora segundo a Polícia os reunidos fosse 100 mil. A maioria dos manifestantes deixou o centro da cidade antes das 8 horas no horário local (21 horas de Brasília), mas cerca de 400 pessoas permaneceram no local dos protestos. A manifestação de terça-feira à noite foi a mais movimentada das organizadas desde 2 de maio contra a importação de carne bovina americana, por temor de que pudesse estar contaminada com o mal da vaca louca. Trata-se dos maiores protestos do país nos últimos 21 anos, desde que teve fim a ditadura militar sul-coreana.

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