Protesto estudantil no Chile termina com 300 detidos e 39 feridos

Pelo menos 80 mil pessoas participaram de manifestação por melhorias na educação

Efe

10 de agosto de 2011 | 08h38

Manifestantes se reúnem na Plaza Nunoa, em Santiago

 

 

SANTIAGO DO CHILE - Pelo menos 300 detidos em nível nacional, 39 feridos e milhões de pesos em perdas por depredação do patrimônio público e privado, este foi o balanço oficial das manifestações estudantis ocorridas nesta terça-feira no Chile para exigir uma educação gratuita e de qualidade.

 

A informação foi anunciada na noite pelo subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, após reunir-se por cerca de uma hora no Palácio de La Moneda com o general de Ordem e Segurança Pública dos Carabineros Chilenos, Aquiles Blu.

 

Segundo Ubilla, o protesto concentrou cerca de 80 mil pessoas, "das quais umas duas mil só participaram para causar distúrbios", assegurou.

 

Momentos depois de Ubilla ter divulgado o balanço, ainda era possível ouvir "os panelaços" em várias Prefeituras da capital chilena, em apoio às reivindicações dos estudantes.

 

Os enfrentamentos vividos até a noite, especialmente em frente à sede central da Universidade do Chile, deram vez ao ruidoso protesto, nos quais pessoas saíram às praças para fazer soar suas caçarolas e frigideiras.

 

Os dirigentes estudantis afirmaram nesta terça-feira que, se o Governo não responder a suas reivindicações, exigirão um plebiscito. Segundo eles, a manifestação na capital chilena concentrou 150 mil pessoas.

 

A presidente da Federação de Estudantes do Chile, Camila Vallejo, sustentou que se o Governo não for capaz de dar uma resposta, será preciso "exigir outra via de solução, já não institucional".

 

"(Será necessário) Convocar um plebiscito para que seja a cidadania em seu conjunto a decidir qual tem de ser o futuro da educação em nosso país", sentenciou a dirigente, que acrescentou que em outras regiões se reuniram 40 mil jovens.

 

Entre suas reivindicações, os estudantes do ensino médio e superior solicitam ao Governo a "desmunicipalização" do ensino, ou seja, que o Estado volte a administrar o sistema, e que seja proibido o lucro como objetivo das instituições de educação privadas, resposta que o Executivo deve entregar nesta quarta-feira.

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