Protesto estudantil reúne 150 mil na capital chilena

SANTIAGO

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10 de agosto de 2011 | 00h35

Ao menos 150 mil chilenos voltaram ontem às ruas para pressionar o governo por mudanças na educação, segundo anunciaram os estudantes. No entanto, a polícia estima que apenas 60 mil pessoas tenham participado dos protestos em Santiago. Outras cidades como Valparaíso e Concepción uniram-se aos protestos estudantis, que ontem contaram também com o apoio de sindicatos como da indústria de cobre e dos funcionários públicos.

Apesar de a manifestação de ontem ter sido autorizada pelo governo e o percurso ter sido delimitado, no final da marcha pelo centro de Santiago ocorreram confrontos entre a polícia e jovens encapuzados. Vinte e três policiais ficaram feridos e ao menos 270 manifestantes foram presos. A polícia usou jatos d"água e gás lacrimogêneo contra os jovens, que atiravam pedras contra os agentes. Nos protestos da semana passada houve mais de 800 detidos.

Líderes estudantis rejeitaram a reforma proposta pelo presidente Sebastián Piñera, que excluiu estudantes e professores das negociações. O financiamento está no centro dos protestos, pois o curso universitário no país é pago, mesmo nas instituições públicas. / AP

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