Miguel Gutiérrez/EFE
Miguel Gutiérrez/EFE

Protesto marca os 30 dias de prisão de opositor venezuelano

Líderes da oposição pedem libertação de Leopoldo López e de todos os que foram presos nas últimas manifestações

Denise Chrispim Marin, Enviada Especial / Los Teques, Venezuela, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2014 | 23h49

LOS TEQUES, VENEZUELA - Partidos de oposição ao presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, protestaram na terça-feira, 18, contra os 30 dias de prisão do líder do Vontade Popular (VP), Leopoldo López, em uma praça de Los Teques, no Estado de Miranda, a cerca de 200 metros da penitenciária onde o opositor está detido.

A manifestação atraiu cerca de 2 mil pessoas que pediam a libertação de todos os presos políticos e a "saída constitucional" de Maduro do poder.

Em novo desafio ao governo, a oposição convocou marchas em todo o país para sábado, às 11 horas. "Faço um chamado a todo o país para que aumentem a pressão sobre o governo", disse López, por meio de carta lida durante o protesto. "A saída para a crise requer que mostremos disposição para lutar por uma mudança pacífica e constitucional."

O protesto foi liderado pelo prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, pela mulher de López, Lilian Tintori, e por Daniel Ceballos, prefeito de San Cristóbal, capital de Táchira, palco das primeiras manifestações estudantis contra o governo, em fevereiro.

O governador de Miranda, Henrique Capriles, um dos líderes da oposição, que se prepara para dialogar com Maduro, não participou do evento.

A deputada chavista Tania Díaz pediu na terça a abertura de investigações sobre a conduta da também deputada María Corina Machado, uma das principais líderes da oposição - na prática, o primeiro passo para a cassação da imunidade parlamenta de Corina.

O chavista Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional, disse que Corina Machado é uma "assassina que pagará pela morte de 29 pessoas" nos protestos das últimas semanas.

Nesta terça, o embaixador do Panamá na OEA, Arturo Vallarino, disse que cederá sua cadeira no plenário da organização para que Corina Machado possa relatar a situação em que se encontra a Venezuela. A sessão extraordinária deve ocorrer na sexta-feira e a deputada, segundo Vallarino, receberia em breve o convite.

Investimentos

Como medida para reduzir a escassez de alimentos básicos e de medicamentos, o governo anunciou a liberação de financiamento de US$ 1,9 milhão para a compra de produtos. A falta de material médico-hospitalar e de remédios tem sido crônica na Venezuela.

Há três meses não são realizadas cirurgias cardíacas no Hospital Pérez Carreño, um dos maiores de Caracas. Consultas e cirurgias estão suspensas também no Hospital Clínico Universitário.

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