Protesto na China deixa 16 mortos em província de maioria muçulmana

Violência em Xinjiang ocorre dois meses depois de militantes atacarem Praça Tianamen, em Pequim

O Estado de S. Paulo, Reuters

16 de dezembro de 2013 | 08h21

PEQUIM - A polícia chinesa matou a tiros 14 pessoas na cidade de Kashgar, na antiga Rota da Seda, durante um protesto no qual dois policiais também morreram, informou o governo local nesta segunda-feira, 16.  Esse é o mais recente protesto violento na afastada região de grande população muçulmana de Xinjiang, no oeste da China.   Ao descrever o incidente que aconteceu na noite de domingo, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Hua Chunying disse que uma "violenta gangue terrorista" atacou a polícia com explosivos.  "Novamente mostraram a verdadeira face do terrorismo violento. Eles devem ser condenados por todas as pessoas que amam a paz e a estabilidade", disse a porta-voz a jornalistas. "Essa conspiração não recebe apoio popular e está fadada ao fracasso."

O governo regional disse que a polícia foi atacada por uma gangue lançando explosivos e empunhando facas quando tentava prender "criminosos suspeitos" em uma vila próxima a Kashgar.  "A polícia respondeu decisivamente", disse o governo em um breve comunicado, acrescentando que duas pessoas foram detidas e investigações já estão sendo conduzidas.

Em um episódio violento similar, pelo menos nove civis e dois policiais morreram quando um grupo de pessoas armadas com machados e facas atacou uma delegacia também perto de Kashgar no mês passado, segundo a mídia estatal. Em outubro, militantes islâmicos de Xinjiang por um ataque suicida que matou dois turistas na Praça da Paz Celestial, em Pequim,

Xinjiang tem sido cenário de numerosas manifestações nos últimos anos, que Pequim diz ser responsabilidade do grupo separatista Movimento Islâmico do Turquestão do Leste, mesmo que especialistas e grupos de direitos humanos lancem dúvidas sobre a existência de um grupo coeso. / REUTERS

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