Protesto na Ucrânia reúne 200 mil, apesar de recuos do governo

Mesmo com demissão de funcionários e do retorno do diálogo com a UE, Kiev volta a ser tomada por multidão de opositores

KIEV, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2013 | 02h04

Cerca de 200 mil ucranianos voltaram a lotar ontem o centro de Kiev para exigir que o governo de Viktor Yanukovich firme, imediatamente, um acordo de cooperação com a União Europeia. A mobilização em massa ocorreu mesmo após Yanukovich ter demitido, no sábado, funcionários de alto escalão que teriam ordenado a repressão contra manifestantes e anunciado que retornaria à mesa de diálogo com Bruxelas.

O estopim da crise na Ucrânia foi a decisão do presidente - figura próxima a Moscou - de abandonar a negociação de um tratado de livre comércio e cooperação com o bloco europeu. Em vez de se aproximar da Europa Ocidental, Yanukovich indicou no mês passado que buscaria incluir a Ucrânia em uma zona comercial sob a liderança da Rússia. Amanhã, ele será recebido no Kremlin pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Na semana passada, o governo ucraniano voltou atrás e indicou que está disposto a se aproximar de Bruxelas. Os negociadores europeus, entretanto, afirmam que só retomarão o diálogo com a Ucrânia caso Yanukovich se comprometa a assinar o tratado. Os manifestantes não têm líderes claros e suas reivindicações são ambiciosas: a assinatura do acordo com a UE, a destituição do governo e a prisão imediata dos responsáveis pela repressão. / REUTERS

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