AFP/JUNG YEON-JE
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Protesto pede prisão de líder deposta em Seul

Tribunal Constitucional confirmou a cassação do mandato de Park Geun-hye, mas os manifestantes agora exigem que ela seja presa

O Estado de S.Paulo

11 de março de 2017 | 17h56

SEUL - Manifestantes que se opõem à ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye continuaram nas ruas da capital, Seul, na sexta-feira 10. O Tribunal Constitucional confirmou a cassação do mandato da líder, mas os protestos agora exigem que ela seja presa. Park foi cassada por ter sido considerada culpada pelo Parlamento de tráfico de influência em meio a um escândalo que envolveu uma das maiores empresas do país, a Samsung, e uma amiga e conselheira da ex-mandatária.

“Queremos a prisão de Park Geun-hye e a renúncia do presidente interino Hwang Kyo-ahn”, afirmou Choi In-sook, porta-voz dos manifestantes na capital. Hwang, aliado de Park, tem a tarefa de conduzir o governo até a realização de novas eleições, no prazo máximo de 60 dias. O presidente da Comissão Eleitoral sul-coreana, Kim Yong-deok, anunciou na sexta-feira em pronunciamento transmitido pela televisão que haverá nova votação e ela ocorrerá até o dia 9 de maio. 

A deposição de Park Geun-hye abriu caminho para que a esquerda volte ao poder na Coreia do Sul após um longo período de governo dos conservadores. Partidos que defendem maior diálogo para tentar levar a Coreia do Norte de volta à mesa de negociações e uma reavaliação das relações com Estados Unidos e China já estão em campanha desde que a ex-presidente foi afastada do cargo pelo Legislativo, no dia 9 de dezembro. / REUTERS

Para lembrar: Amiga foi pivô da deposição

A amiga e conselheira da ex-presidente sul-coreana Choi Soon-sil foi personagem-chave no processo que levou ao impeachment. Ela criou duas fundações que recebiam dinheiro de empresas privadas e teria utilizado sua influência junto à presidente para convencer os envolvidos a fazerem as doações. Choi também tinha acesso privilegiado a rascunhos de discursos da líder.

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