Protesto por educação pública acaba em confronto no Chile

A polícia ataca manifestantes após marcha chegar ao palácio presidencial, em Santiago

, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2011 | 00h00

SANTIAGO

Milhares de estudantes do Chile voltaram a tomar ontem as ruas da capital, Santiago, em protesto por mais subsídios para a educação pública. Quando a multidão chegou ao palácio presidencial, a polícia chilena usou gás lacrimogêneo e jatos de água. Os manifestantes responderam arremessando paus e pedras, mas acabaram se dispersando. Várias pessoas foram detidas. Até a noite de ontem, porém, as autoridades não haviam revelado o número exato de presos ou feridos.

A organização do protesto afirmou que até 100 mil estudantes, professores e pais acompanhados de seus filhos participaram do ato de ontem. No entanto, segundo o governo, 30 mil manifestantes integraram a marcha. Nos dias 14 e 30 de junho, atos semelhantes reuniram 80 mil pessoas.

Para justificar o ataque à manifestação, as autoridades alegaram que o trajeto aprovado para a marcha era outro. Os organizadores reclamaram que uma mudança de última hora foi imposta e não houve tempo para determinar um novo percurso.

"Convocamos (a manifestação) há vários dias. Não entendemos por que trataram de mudar o ponto de encontro marcado antecipadamente", afirmou o líder estudantil Giorgio Jackson, alegando que não haveria tempo hábil para a mudança.

Segundo as autoridades, um policial ficou ferido ao ser atingido por um coquetel molotov. "Eles (os estudantes) estão brincando com fogo. Essa marcha não estava autorizada. Vimos nos dirigentes (do protesto) uma posição bastante intransigente. Os estudantes têm de compreender que a rua não é só deles", afirmou o subsecretário do Interior chileno, Rodrigo Ubilla. Protestos semelhantes ocorreram em outras seis cidades do Chile ontem. / AFP e EFE

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