Protesto que pedia acordo ucraniano com UE tem confronto

O protesto que reuniu cerca de 50 mil pessoas no centro da capital ucraniana terminou em confronto com a polícia neste domingo (24). Os manifestantes pediram que o governo ucraniano desafie a Rússia e assine um acordo com a União Europeia (UE). Foi o maior protesto já visto na Ucrânia desde a pacífica Revolução Laranja, de 2004, que anulou o resultado de uma eleição presidencial fraudulenta e trouxe um governo de tendência ocidental ao poder.

KIEV, Agência Estado

24 de novembro de 2013 | 21h13

Liderado por importantes figuras da oposição e carregando gigantes bandeiras da Ucrânia e da UE, os manifestantes gritavam "Ucrânia é Europa" e cantavam o hino nacional, enquanto marchavam em direção à Praça Europeia. Cerca de 50 mil pessoas participaram da manifestação.

"Nós queremos estar com a Europa", afirmou Volodymyr Mnikh, um químico aposentado de 62 anos, com lágrimas nos olhos. "Queremos que nossas crianças tenham um futuro e não sejam pressionadas pela Rússia."

Após o protesto pacífico, dezenas de pessoas entraram em confronto com a polícia

e com ativistas pró-Rússia. Os agentes policiais usaram gás lacrimogêneo para dispersar um grupo de manifestantes que jogou uma bomba de fumaça nas proximidades de um prédio do governo.

Líderes ucranianos anunciaram repentinamente na semana passada que estavam abandonando um acordo de livre comércio e associação política que seria assinado com a UE na semana seguinte, dizendo que o país não podia se dar ao luxo de quebrar os laços com a Rússia. O governo russo trabalhou agressivamente para inviabilizar o pacto e trazer a Ucrânia para União Aduaneira, sob o domínio de Moscou.

"A UE significa desenvolvimento para a Ucrânia", disse Andriy Mazeta, um estudante de 19 anos que participava da marcha. "A União Aduaneira significa a destruição da Ucrânia. Nós precisamos afastar a Rússia o mais longe possível", acrescentou ele.

A principal demanda feita pela UE para a assinatura do acordo é a libertação da ex-primeira-ministra, Yuli Tymoshenko, cuja prisão é vista como uma manobra política. Fonte: Associated Press.

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