Protesto termina com 8 policiais feridos na Espanha

Oito policiais ficaram feridos e cinco manifestantes foram detidos em confrontos hoje do lado de fora do Parlamento regional na cidade espanhola de Valência, informaram autoridades locais. Centenas de manifestantes furiosos com a crise econômica e o aumento do desemprego se reuniram na noite de ontem no Parlamento, que deve eleger seu presidente hoje, após as eleições regionais de 22 de maio.

AE, Agência Estado

09 de junho de 2011 | 13h19

A polícia dispersou os manifestantes nesta manhã, depois que objetos foram jogados contra os policiais. Os manifestantes foram presos por "desordem pública, agressão e ferimentos a policiais", resultantes de "lançamento de garrafas e até tesouras" contra os oficiais durante o protesto, disse a porta-voz do governo regional. Segundo ela, os policiais também foram alvo de "chutes e socos".

Os protestos contra a crise econômica tiveram início em 15 de maio em Madri, mas se espalharam para praças de cidades em todo o país, com as convocações feitas pelo Twitter e pelo Facebook por manifestantes que se denominam "os indignados", "M-15", "Revolução Espanhola" e "Democracia de verdade agora".

Madri

Centenas de pessoas também se reuniram em frente ao Parlamento em Madri na noite de ontem para condenar os projetos do governo de reformular o sistema de negociação salarial coletivo. Sindicatos e funcionários vêm discutindo há meses a reforma do sistema, considerado uma plataforma importante para as reformas trabalhistas, bancárias e previdenciárias cujo objetivo é a retomada da economia espanhola.

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, disse na semana passada que seu governo vai aprovar a reforma até 10 de junho, mesmo se até lá não houver um acordo com os sindicatos.

A economia espanhola entrou em recessão durante a segunda metade de 2008, quando a crise financeira global agravou o colapso do mercado imobiliário. O país registrou um crescimento econômico pífio no início de 2010. A crise fez com que o nível de desemprego disparasse para 21,29% no primeiro trimestre de 2011, o mais alto dos países industrializados. As informações são da Dow Jones.

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