Protesto termina com mais de cem feridos na Espanha

Praça de Barcelona havia sido tomada por marcha contra medidas de austeridade

Associated Press

27 de maio de 2011 | 15h37

Policiais investem contra jovens manifestantes

 

BARCELONA - Mais de cem pessoas ficaram feridas nesta sexta-feira, 27, nos enfrentamentos entre a polícia antidistúrbios e manifestantes que protestavam contra as medidas de austeridade planejadas pelo governo em Barcelona, na Espanha. Os confrontos ocorreram em uma praça no centro da cidade catalã, quando as forças de segurança tentaram retirar a multidão do local.

 

Os manifestantes, que protestam contra a alta taxa de desemprego, as medidas de austeridade e contra os políticos à frente das diretrizes econômicas do país, se recusavam a deixar a praça, o que deu início aos tumultos. Imagens da televisão local mostraram os policiais usando bastões contra eles. Havia pessoas com mãos e cabeças ensanguentadas e até fraturas.

 

Felip Puig, porta-voz do Ministério do Interior regional para a Catalunha, afirmou que 84 manifestantes e 37 policiais ficaram feridos. Os oficiais foram vistos segurando pessoas, mas o porta-voz não informou se houve prisões e nem se houve feridos com gravidade.

 

Os espanhóis se manifestam há cerca de duas semanas contra a difícil situação econômica vivida pelo país e retornaram ao local após o tumulto. Segundo Puig, os confrontos começaram porque a multidão se recusou a abrir espaço para uma operação de limpeza na praça.

 

Unidos sob o slogan "Democracia de verdade e agora", milhares de jovens realizaram marchas em várias cidades espanholas desde o último dia 15 para mostrar seu descontentamento com o governo. O maior protesto ocorreu às vésperas das eleições regionais em Madri, onde não houve intervenção policial. Outras cidades também registraram manifestações.

 

O índice de desemprego entre os jovens de 16 e 25 anos de idade é de 45%, quase o dobro da média na União Europeia (21%) e superior aos 36% da Grécia, país que foi obrigado a recorrer a pacotes de ajuda financeira do bloco europeu e do FMI. Muitos criticam as leis espanholas, que dificultam a contratação de novos funcionários.

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