Protestos anti-EUA e anti-Israel ferem centenas em Bahrein

Confrontos hoje entre manifestantes pró-palestinos e a polícia em Bahrein deixaram centenas de feridos e um crescente sentimento antiisraelense e anti-EUA. "EUA e Israel são terroristas", lia-se num cartaz carregado por manifestantes em Bahrein, refletindo o sentimento de milhões no Oriente Médio que consideram que Washington apóia a campanha militar de Israel dentro da Cisjordânia.Tropas de choque mantiveram milhares de manifestantes a algumas centenas de metros da fortemente defendida embaixada norte-americana em Manama, lançando gás lacrimogêneo e disparando balas de borracha para dispersar a multidão. Médicos no vizinho Complexo Médico de Salmaniya disseram ter tratado e dado alta a cerca de 450 pessoas.Os manifestantes exigiam que o Bahrein rompesse laços diplomáticos com os EUA e que fosse desmantelada a base da Quinta Frota norte-americana no país. "Os americanos são nossos inimigos, não apenas do povo, mas também de Deus", afirmou um estudante de 17 anos que só deu seu primeiro nome, Hussein. "Queremos que os americanos saiam do país".Mais tarde, um grupo de estudantes quebrou vidraças de um restaurante McDonald´s em Saar, a cerca de 10 km da capital, Manama. Não houve feridos.Na cidade mediterrânea egípcia de Alexandria, um centro cultural administrado pela embaixada dos EUA foi fechado hoje após os confrontos de terça-feira que deixaram um estudante morto e mais de 200 feridos. Quatro pessoas já morreram em protestos árabes contra a operação de Israel - as outras três em Bahrein, Jordânia e Iêmen. "A embaixada dos EUA aconselha todos cidadãos americanos no Egito e particularmente na região de Alexandria a terem a máxima cautela", afirma um comunicado colocado na página da embaixada na Internet.Os estudantes protestavam contra a visita na terça-feira do secretário de Estado americano, Colin Powell, ao Egito, onde se reuniu com o presidente Hosni Mubarak num esforço para conseguir um cessar-fogo entre israelenses e palestinos.Um forte esquema de segurança foi montado hoje em torno do campus universitário em Alexandria, onde 3.000 estudantes se concentraram pacificamente e oraram pelo colega morto. Na terça-feira, 8.000 universitários entraram em violentos choques com a polícia. Sessenta e oito estudantes foram detidos.Protestos também foram registrados em outras universidades no Cairo e nos arredores da capital egípcia. Os protestos antiisraelenses no Egito têm crescido em vigor e número nos últimos dias, levando a embaixada israelense no Cairo a enviar para casa famílias de diplomatas.Protestos semelhantes também foram realizados hoje no Iêmen, Líbano e Síria.

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