Protestos anti-Wadid continuam na Indonésia

Cerca de 7 mil pessoas se concentraram nesta terça-feira no centro de Jacarta, pelo segundo dia consecutivo, para pedir a renúncia do presidente indonésio Abdurrahman Wahid, apesar da advertência das Forças Armadas de não permitir o caos na nação. Dois mil estudantes passaram a noite em frente ao edifício da Assembléia Nacional e outros 5 mil se uniram aos protestos contra o presidente, acusado de estar envolvido em milionários escândalos de corrupção. Os manifestantes também acusam Wahid de não solucionar a grave crise econômica do país e de não combater os sérios conflitos étnicos que já fizeram centenas de vítimas. Ontem, o presidente indonésio afirmou que não tem intenção de renunciar ao cargo e admitiu a possibilidade de um ?banho de sangue? caso ele seja obrigado a deixar a Presidência.As manifestações começaram no começo de fevereiro, depois de o parlamento indonésio ter aprovado um voto de censura ao presidente com base em um relatório parlamentar que liga Wahid a escândalos de corrupção.De acordo com o documento, Wahid teria desviado para uso próprio uma doação de US$ 2 milhões feita pelo sultão de Brunei. No outro escândalo, envolvendo US$ 4 milhões, o presidente, segundo seus acusadores, teriam ajudado um amigo a conseguir um contrato com o governo. Wahid nega todas as acusações.

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