Protestos contra a guerra no Oriente Médio e Índia

Vários protestos contra a guerra no Iraque ocorreram nesta sexta-feira no Oriente Médio, após as orações desta sexta-feira, dia sagrado aos seguidores da religião islâmica. Tiros para o ar foram disparados no Irã e bombas de gás atiradas na Jordânia para dispersar os manifestantes. Fora do Oriente Médio, na Caxemira, Índia, a polícia atirou gás nos manifestantes liderados por um grupo rebelde islâmico; lojas foram fechadas e as ruas abandonadas. Centenas de milhares de iranianos manifestavam-se contra o "barbarismo de Bush" e a "ditadura de Saddam Hussein". Pedras foram atiradas contra a embaixada britânica em Teerã e a política disparou para o ar para dispersar a multidão. O líder religioso do Irã, aiatolá Mohammad Yazdi, afirmou em seu sermão transmitido pela TV local: "As bombas e o uso da força trarão a democracia e a liberdade? Definitivamente não". Em Amã, na capital da Jordânia, cerca de 3 mil pessoas foram barradas pela polícia no caminho a embaixada de Israel. A polícia estava armada com baionetas, que não chegaram a ser utilizadas. Na cidade de Maan, ao sul da Jordânia, a polícia teve de usar gás lacrimogênio quando parte dos 6 mil manifestantes aproximavam-se da entrada da cidade. No Cairo, capital do Egito, mais de 15 mil manifestantes caminharam pela cidade gritando: "com nosso suor e nosso sangue, libertaremos você, Bagdá. Em Riad, capital da Arábia Saudita, o clérigo da Grande Mesquita de Meca, xeque Saleh bin Humayid, pediu o fim da guerra e disse que não haverá vencedor. No Líbano, cerca de 1,5 mil pessoas reuniram-se para protestar.Veja o especial:

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