Protestos contra charges estouram na Índia

Centenas de estudantes indianos se organizaram, nesta segunda-feira, em um protesto contra a publicação das charges de Maomé nos jornais europeus. A polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para conter a multidão, pelo menos quatro estudantes foram feridos, segundo as autoridades. A polícia prendeu, pelo menos, 12 estudantes em Nova Délhi, enquanto os manifestantes gritavam contra a atitude da mídia mundial e queimavam bandeiras dinamarquesas, disse Shams Perwaiz, presidente da união estudantil da Universidade Jamia Millia Islamia, de Nova Délhi.Um policial negou que manifestantes tinham sido presos. Mesmo assim 150 estudantes ficaram do lado de fora da delegacia central de capital, acreditando que alguns de seus líderes estavam detidos. Os estudantes também mandaram uma carta para o embaixador da Dinamarca em Nova Délhi, exigindo uma ação contra o diário dinamarquês Jyllands-Posten, que foi o estopim desta briga. Enquanto isso, na Caxemira indiana, grupos islâmicos fizeram uma greve para "protestar contra a publicação deliberada das charges por alguns jornais europeus em nome da liberdade de expressão, que feriram os sentimentos dos muçulmanos", disse a Associação da Comunidade Islâmica da Caxemira em um comunicado. Os desenhos, incluindo um que mostra o profeta usando um turbante em forma de bomba com um pavio aceso, vêm sendo republicados em vários jornais europeus, e também na Austrália e Nova Zelândia.Em Srinagar, a capital turística da Caxemira indiana, lojas e várias escolas ficaram fechadas devido à greve, que também conta com movimentos sindicalistas do governo, associações de comércio e grupos separatistas.

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