Protestos contra governo tailandês ferem 51 pessoas

Ninguém assumiu a responsabilidade pelos incidentes, mas porta-vozes dos manifestantes culparam o governo

Agência Estado

30 de novembro de 2008 | 15h19

Explosões ocorridas em locais onde havia manifestações contra o governo da Tailândia neste domingo, 30, feriram 51 pessoas, aumentando os temores de confrontos durante a principal crise política do país nas últimas décadas.      Veja também: Manifestantes na Tailândia liberam a saída de 88 aviões Embaixada informa que turistas espanhóis serão repatriados  Premiê demite chefe de polícia e muda sede de governo  Tailândia cerca aeroporto ocupado por manifestantes As explosões atingiram o escritório do primeiro-ministro - tomado pelos manifestantes desde agosto -, uma rede de televisão oposicionista e uma estrada próxima à principal entrada do aeroporto de Bangcoc. Pelo menos 51 pessoas foram feridas, quatro delas seriamente, segundo as autoridades. Ninguém assumiu a responsabilidade pelos incidentes, mas um dos porta-vozes dos manifestantes oposicionistas culpou o governo.   Até agora nem o Exército e nem o respeitado rei da Tailândia se intrometeram para resolver a crise ou para oferecer um firme apoio ao primeiro-ministro Somchai Wongsawat, que precisa resolver o vácuo de liderança.   O problema é mais profundo do que o fechamento dos aeroportos, que afetou até 100 mil viajantes, abalou a importante indústria de turismo e atingiu os planos de vôos ao redor do mundo. A violência política aumentou a percepção de um país à beira da anarquia.   No primeiro gesto de boa vontade dos manifestantes contrários ao governo, eles deram permissão para que 88 aviões deixem o Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi, na capital Bangcoc, que está ocupado por eles desde o dia 25, segundo informou uma rede de tevê local neste domingo, 30.   O acordo foi alcançado após horas de negociações entre os líderes dos manifestantes e o Aeroportos da Tailândia, proprietária e operadora do aeroporto, segundo a rede local TNN. Os representantes da operadora do aeroporto não estavam disponíveis para confirmar o acordo.   O primeiro dos 88 aviões já decolou de Suvarnabhumi na noite deste domingo (30), segundo a reportagem da tevê. O acordo permite que os aviões da Thai Airways e de companhias aéreas internacionais voem para aeroportos em outras províncias do país para ajudar a retirar os turistas que tentam deixar o caos que tomou conta da Tailândia.   Além disso, um dos líderes dos opositores Chamlong Srimuang se reuniu com o chefe de política de Bangcoc, o general-tenente Suchart Muankaew. Os dois concordaram que a polícia e manifestantes vão patrulhar juntos os locais de manifestação no escritório do primeiro-ministro e no aeroporto doméstico Don Muang. "Não foi uma negociação para acabar com os protestos. Discutimos como melhorar a situação de segurança através da patrulha conjunta", disse Chamlong aos repórteres. A oposição sustenta que não vai desistir até a renúncia do primeiro-ministro.

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