Protestos contra guerra no Iraque mobilizam o mundo

Manifestantes opostos a uma guerra no Iraque realizaram hoje grandes protestos em todo o mundo, enquanto os chefes dos inspetores da ONU viajavam a Bagdá para dizer aos líderes iraquianos que a cooperação é o único meio de evitar um conflito armado.Os organizadores da manifestação nos Estados Unidos, que seria realizada em Washington, São Francisco e cidades do interior, esperavam reunir mais de 100 mil pessoas, apesar do frio intenso. Protestos foram realizados em pelo menos 32 países, entre eles Espanha, Itália, Grã-Bretanha, Síria, Japão, Paquistão e Rússia.O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohammed el-Baradei, antes de partir para o Iraque, disse hoje que o dia 27, quando os inspetores deveriam entregar seu relatório sobre as armas iraquianas, "não é uma data definitiva" para o fim das inspeções, que necessitarão de "mais alguns meses". El-Baradei pediu ao Iraque uma cooperação mais ativa.O chefe dos inspetores da ONU no Iraque, Hans Blix, que também viajou hoje a Bagdá, disse que o governo iraquiano "não deu suficiente e sincera cooperação" na busca de armas de destruição em massa. Blix e El-Baradei pretendem apontar aos funcionários iraquianos grandes falhas nas 12 mil páginas do relatório que o Iraque apresentou à ONU em dezembro, entre elas a não inclusão das 12 ogivas de armas químicas vazias encontradas esta semana.Inspetores da ONU visitaram hoje pelo menos seis instalações suspeitas, entre elas um laboratório de controle de alimentos, a Universidade de Bagdá e um reator nuclear destruído pelos EUA em 1991. Ainda hoje, a Arábia Saudita desmentiu informação do jornal inglês The Guardian de que havia proposto um plano para anistia dos generais iraquianos próximos ao presidente Saddam Hussein para encorajar um golpe contra ele.

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