Protestos contra o governo deixam 2 mortos na Geórgia

A polícia usou jatos d''água, gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar manifestações contra o governo na capital da Geórgia, Tbilisi, nesta madrugada. Duas pessoas morreram e 37 ficaram feridas em confrontos, segundo comunicado da polícia, porém as circunstâncias em que as mortes ocorreram foram contestadas pela oposição, informa o Wall Street Journal.

AE, Agência Estado

26 de maio de 2011 | 10h34

A repressão ocorreu após cinco dias de protestos em pequena escala, realizados por partidos da oposição. Na noite de ontem, porém, o movimento cresceu e centenas de pessoas acamparam no principal boulevard da cidade. A líder oposicionista Nino Burjanadze prometeu atrapalhar a parada anual que marca a independência da Geórgia, realizada hoje.

Pouco após o término do período de permissão do governo municipal para o protesto, à meia-noite, a polícia antidistúrbio cercou os manifestantes e retirou-os da área. Houve confrontos, com pessoas se escondendo em prédios. Um policial e um manifestante morreram, atingidos por um comboio de veículos pertencente a Burjanadze, segundo a polícia.

O Ministério do Interior divulgou um vídeo do incidente em que o policial é morto. Burjanadze negou inicialmente que seu comboio tenha sido responsável, mas após a divulgação das imagens pediu uma investigação.

Burjanadze liderou uma manifestação ontem pedindo a renúncia do presidente Mikheil Saakashvili. Os oposicionistas acusam Saakashvili de obstruir a democracia e o culpam pela derrota da Geórgia na breve mas devastadora guerra contra a Rússia, em 2008.

Após a ação policial na madrugada, Burjanadze acusou o governo de "crime contra a humanidade" e prometeu seguir combatendo o governo. Analistas dizem que dificilmente o presidente de 43 anos será deposto, pois muitos georgianos temem distúrbios políticos. O grupo pelos direitos civis Human Rights Watch acusou o governo de uso excessivo da força. As informações são da Dow Jones.

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