Protestos contra o presidente se intensificam no Paraguai

A manifestação de protesto denominada "civilazo" contra a política econômica do presidente paraguaio Luis González Macchi ganhou maior intensidade nesta quarta-feira e vários grupos de produtores começaram a bloquear importantes estradas, enquanto milhares de taxistas fecharam com os veículos o centro de Assunção.Mesmo assim, o "civilazo" não chegou a atingir o nível de "a maior manifestação contra o governo", como fora anunciado, e ainda hoje os setores ligados ao transporte suspenderam uma greve com que pretendiam paralisar a capital e os arredores. Cerca de 60 organizações participam do "civilazo", mas os próprios dirigentes da mobilização reclamam da falta de coordenação do movimento e, em alguns casos, houve até choques de interesses e um início de acordo em separado com autoridades do governo.O setor produtivo exige uma lei que estimule o desenvolvimento do país, a revisão do projeto de lei de "transição econômica" que tramita no Congresso, um corte no preço da gasolina e também das tarifas de água, que tiveram um aumento recente. Já as autoridades do governo, começando pelo presidente González Macchi, defendem o projeto de lei de "transição econômica" devido à necessidade de melhorar o recolhimento de impostos em função do alto déficit fiscal.Mas a população vem rejeitando desde o início o projeto de lei, que foi denominado "impuestazo", pois contempla aumentos de impostos e tarifas e a regulamentação dos preços pelo governo. Essa lei é também indispensável para que o governo tenha acesso a um prometido crédito de contingência de US$ 200 milhões por parte do FMI.Nos Departamentos (Estados) de Canendiyú, Alto Paraná, Itapúa e Caaguazú, a leste e ao sul de Assunção, os produtores começaram a executar o chamado "tratorazo", bloqueando as estradas com tratores e caminhões, e concentrando maior número de pessoas em relação ao dos dois primeiros dias do "civilazo".No entanto, além de fracassar a programada greve dos transportes, o presidente da Associação dos Usuários e Consumidores do Paraguai (ASUCOP), Juan Vera, queixou-se hoje da fraca resposta da população à convocação para um protesto em uma praça no centro de Assunção.

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