Protestos contra pobreza e guerra no Iraque marcam o 1/5 no mundo

Milhares de pessoas ao redor do mundo aproveitaram as manifestações do Dia Internacional do Trabalho para protestar contra a pobreza, a guerra no Iraque e a falta de segurança nos locais de trabalho. Na China, uma explosão numa mina de carvão deixou 35 mortos e 1 desaparecido na última sexta-feira. Acredita-se que outros 15 trabalhadores chineses tenham morrido na inundação de uma mina ilegal. Em Moscou, milhares de russos carregaram faixas com os dizeres: "Devolvam-nos a União Soviética e a amizade entre os povos". Na Coréia, 20 mil trabalhadores pediram o cancelamento do envio de 3 mil soldados ao Iraque. Em Sydney, na Austrália, mais de mil pessoas tomaram as ruas da cidade para pedir melhores condições de trabalho ao Primeiro-Ministro John Howard. Em Atenas, na Grécia, cerca de 5 mil manifestantes carregaram faixas de "Trabalhos, não bombas". Na Turquia, a tropa de choque da polícia prendeu cerca de 110 pessoas que tentavam organizar uma manifestação pelo 1º de maio. Aproximadamente 20 mil manifestantes tailandeses comemoraram o Dia do Tabalho com marchas pelas ruas de Bancoc. Eles pedem um aumento do salário mínimo e o fim da política de privatizações imposta pelo governo. Na França, alguns milhares de manifestantes pediram justiça social dentro da nova União Européia, que passa a contar com 25 países membros a partir de hoje. Em Berlim, jovens marcaram o dia com tradicionais embates com a polícia, que acabou prendendo vários deles. Cerca de 8 mil policiais foram mobilizados para acompanhar as manifestações na cidade.

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