AP Photo/Martin Mejia
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Peru, México, Equador e Chile têm manifestações contra queimadas na Amazônia

Manifestantes responsabilizam Bolsonaro pela catástrofe ambiental e pedem uma aliança internacional para combater os incêndios

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2019 | 01h05

Protestos contra as queimadas na Amazônia foram registrados no México, Peru, Equador e Chile, nesta sexta-feira, 23, segundo a agência EFE.

Cerca de 500 peruanos protestaram em frente à embaixada do Brasil, em Lima, e em outras cidades do País onde o Itamaraty mantém consulados ou representações diplomáticas.

Com cartazes que pediam a saída de Jair Bolsonaro do poder, os manifestantes responsabilizaram o presidente brasileiro pela catástrofe ambiental e pediram uma aliança internacional para combater os incêndios.

Depois do Brasil, o Peru é o segundo maior país em área coberta pela Floresta Amazônica, que no total possui 7,4 milhões de quilômetros quadrados.

México 

Na Cidade do México, pouco mais de 100 pessoas se reuniram em frente à embaixada brasileira para reivindicar ações do governo brasileiro para conter a queimada na Amazônia. Os manifestantes, especialmente os mais jovens, direcionaram os protestos contra Bolsonaro, chamado por eles de "fascista" e "ecocida".  

Jean Franco Vidal, um dos manifestantes, disse que o protesto visava exigir o fim dos incêndios na floresta amazônica. "Se não formos nós, os jovens do mundo, a levantar a voz pelo meio ambiente, os capitalistas que só querem a floresta pelos fins econômicos vão acabar com ela", afirmou.

Já a ativista Camila La Mont, da organização Fridays for Future do México, disse que o objetivo da manifestação era responsabilizar Bolsonaro pela negligência do governo brasileiro diante da "grande catástrofe ecológica que ocorre no país".

Chile

Manifestantes protestaram em Santiago, capital do Chile, em frente à embaixada brasileira. "Foi impressionante a reação mundial que existiu diante dos incêndios na Amazônia. O Chile não foi exceção e o que fica claro é que nesse tipo de situação a inação já não é tolerada pela opinião pública", disse o diretor do Greenpeace no Chile, Matías Asun.

Nesta quinta-feira, 22, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, ligou para Bolsonaro e ofereceu a ajuda do País para combater os incêndios na floresta amazônica.  

Equador 

Centenas de pessoas estiveram em frente à embaixada do Brasil em Quito, no Equador, em rejeição às respostas do presidente Jair Bolsonaro diante da crise ambiental.

"Estamos em plena emergência climática, e o governo irresponsável de Jair Bolsonaro está há mais de 20 dias sem apagar o incêndio na Amazônia", disse à Agência Efe Daniel Villamar, porta-voz do movimento "Rebelião ou Extinção do Equador".

“Hoje é o Brasil, amanhã o Yasuní", gritavam os ativistas em referência à principal reserva natural da Amazônia equatoriana e onde há seis anos começaram atividades de extração de petróleo. EFE

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